“Chegou a hora de desconstruir o que conhecemos como maquiagem”

A maquiadora Amanda Schön mistura ativismo e maquiagem e mostra um novo jeito de olhar para a beleza.

Amanda Schön é um nome para ficar de olho. A maquiadora assinou a beleza de seu primeiro desfile na terça-feira (25.10) e trouxe uma visão fresh para o make da A.Brand. “Chegou a hora da gente começar a desconstruir o que conhecemos como maquiagem. Começar a valorizar o que temos de bom em vez de se preocupar em cobrir imperfeições”, conta em entrevista exclusiva à ELLE. O discurso se relaciona bastante com a tendência geral de maquiagem que foi vista nos backstages. Muitos maquiadores optaram por deixar a pele crua, com pouquíssimas correções, e investiram na maquiagem para aplicar brilhos e cores como forma de diversão, não de camuflagem.

A paulista de 31 anos morou no Rio de Janeiro por quatro e voltou para São Paulo em dezembro de 2015. “Foi lá que entrei em contato com a natureza e também comigo mesma, finalmente descobri quem eu realmente era”, relembra. De cabelo raspado e um visual punk, ela afirma sem hesitar que é feminista. “Foi a descoberta do meu feminismo que me fez ter este novo olhar para o meu trabalho. Não dava para continuar fazendo uma pele ‘de bonita’ e escondendo as imperfeições de todas as modelos. Eu gosto de mostrar a personalidade delas, não de cobrir”. Mesmo com uma ideia clara do que tinha vontade de fazer, ainda faltavam oportunidades na capital fluminense, o que fez Amanda embarcar de volta para São Paulo. Além de assinar a beleza da A.Brand e da Just Kids, no SPFW, ela já emplacou diversos editoriais em revistas, incluindo o da foto abaixo, nas páginas da ELLE.

ELLE Julho 2016

Cheia de esperança para este momento de questionamentos no mundo da moda, ela divide que está otimista. “A moda é controlada por homens. Estilistas, maquiadores, stylists… Eles estão sempre dizendo o que devemos fazer. Já passou da hora de nós mesmas escolhermos o que queremos, o que achamos bonito”. Em sua equipe, ela opta por escolher mulheres que também sejam feministas e acredita que esse momento de transformação também se aplica a outras áreas da sociedade. “Acho que estamos finalmente pensando em representatividade. Gênero e raça são assuntos importante e que estão sendo discutidos. O que o Emicida fez ontem foi histórico”, diz em referência à estreia da LAB, no SPFW. Para ela, a moda está invertendo a sua logística. “Em vez do mercado ditar o que as pessoas devem achar interessante, ele está finalmente ouvindo as pessoas e fazendo o que pedem”. E não tem como negar que não está dando certo.

For my friends, all my heart! Thank u for the best 3.1 bday of the world!!! Lov u ! ❤️

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