A Urban Decay não gosta de rosa desde os anos 1990

A primeira campanha da marca levava a frase 'o rosa te faz querer vomitar?' Desde então ela abriu as portas para mudanças no mundo da maquiagem.

A Urban Decay é uma das marcas de beleza de maior sucesso de nossos tempos. Além de colaborações eternizadas pelo público, como com Ruby Rose e Gwen Stefani, em breve uma nova paleta Naked entra para o time de suas criações. A marca foi criada em 1996, quando o mundo da beleza ainda não estava tão repleto de opções, e trouxe para o mercado o sentimento cool  de afronta que os anos 90 pedia. Apesar de nada mainstream na época, 20 anos depois de seu nascimento a marca é definitivamente um best-seller.

O segredo de Wende Zomnir, diretora criativa da marca, de acordo com uma entrevista para a Nylon, é o foco na evolução. “Sempre dizemos que a Urban Decay é beleza com um diferencial, então isso significa que somos sempre femininas, perigosas e divertidas. Se mantivermos isso, a marca sempre terá nossa personalidade.”

O ativismo em defesa dos animais é outro ponto relevante para que a marca tenha muitos fãs: “não existem ingredientes nos cosméticos que você não possa testar em pele artificial e outros meios alternativos. Porquê você testaria em animais? Eu acho que isso fala sobre como a nossa sociedade trata os animais, e quem somos enquanto pessoas. Eu não acho que voce precisa ser vegan ou vegetariano para acreditar que você tem que tratar as criaturas com respeito”, fala ela.

Pink used to make me puke. But now I think pink is punk.

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Outra das lições da trajetória da Urban Decay é que não é necessário vender tudo no tom rosa claro para ganhar seguidores millenials. Na verdade, Wende não acredita nem um pouco no marketing focado apenas nesse grupo — e prefere permanecer fiel à sua identidade, declarando que seus produtos são mais abrangentes.

Ela fala sobre quando a Urban Decay começou e o rosa era um dos únicos tons disponíveis nas farmácias: “começamos a marca com uma propaganda que dizia, “o rosa te faz querer vomitar?” Foi durante os anos 1990, quando existia uma febre grunge, mas maquiagem era vendida apenas em lojas de departamento e não existia Sephora. “Tudo era rosa, rosa claro e vermelho.” De certa forma, a marca fez uma rebelião contra a cor.

Apesar da marca revisitar a decisão com sua paleta Pink is Punk, ela não comercializa nenhum tom claro de rosa. As cores que relacionamos à marca são vibrantes e eletrizantes. De acordo com Wende, o rosa não é uma tendência passageira da moda, mas assim como outros momentos importantes no quesito cor e estilo, passará por uma evolução. “Não existe forma de se manter estático mais.” Mudanças são sempre bem-vindas, inclusive no mundo da beleza!

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