Continuando o post de ontem, sobre o I Encontro da Aliança do Esmalte no salão Bardot, que contou com a participação animadíssima de 100 internautas, todas com as unhas de fora. Além do papo com o pessoal do Mão Feita (esqueci de mencionar o complemento do nome do blog, “Não tire bife, ok?”), falei com a Bianca Fisher, do Loucas Por Esmalte, que afirma ter algo em torno de 1000 vidrinhos de esmaltes! Mesmo que ela trocasse de cor três vezes por dia daria conta de usar todos… Bianca nem se abala. “Não me incomodo de deixar os frascos cheios, de usar só algumas vezes”. Coisa de heavy user. Mas a estudante fez uma observação interessante. Analisando o consumo cada vez maior de esmaltes diferenciados e a variedade de lançamentos de coleções das marcas nacionais, Bianca diz que o que falta não são cores e sim texturas. “As empresas brasileiras ainda são meio conservadoras, não existe o esmalte holográfico ou outros de texturas diferentes”, reclama. “Hoje, cada vez mais gente que quer um esmalte exclusivo. Aí, acabam comprando lá fora ou fazendo misturinhas para se diferenciar.” E a onda dos esmaltes foscos ou mate? “Aqui no Brasil não creio que a maioria vá aderir. Brasileira gosta muito de brilho. É mais fácil um com glitter agradar do que o fosco”, opina.
Já para a internauta Nana Belfort, o fato de acompanhar os blogs de esmaltes faz com que ela e outras sejam formadoras de opinião. “Logo quando surgiu o top coat da Big Universo, que transforma os esmaltes comuns em foscos, levei para minha manicure, que só faltou ter um ataque, achou horrível. Depois, quando virou moda, ela começou a aceitar a nova onda”, conta.
Cremosos, cintilantes, com glitter, foscos ou com desenhos variados – havia de tudo nas unhas das meninas. O que poderia ser considerado brega em mãos erradas ficava moderno em quem tinha atitude, ou seja, exibia um corte de cabelo, maquiagem, peças e acessórios fashion, caso da artista plástica Renata Flamejante, com seu vestido Zara estampado de gatinhos, sapatos Oxford, cabelo ruivo e tatuagens pelo corpo. Falei com garotas que são fãs de nail art (as tais unhas desenhadas), outras que idolatram tons intensos e exóticos e as que colecionam nudes e clarinhos.
E, por falar em coleção, esbarrei o tempo todo no troca-troca de esmalte. Uma das participantes trouxe um saco com mais de 20 frascos, como se fossem figurinhas repetidas de álbum. No final, ela sairia dali com mais alguns exemplares, já que foi uma das sorteadas com brindes oferecidos por empresas (Impala, Risqué, Colorama, Big Universo, Hits Speciallitá, Orly, Dote, Fing’rs, entre outros). Mas nem só de esmalte a animada turma se esbaldou – espalhadas pelo salão, bandejas de salgadinhos e cupcakes completavam a festa. Afinal, não era um evento para unhas-de-fome…
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É uma pena mesmo que no Brasil não haja tantas opções. Além disso, nas farmácias tradicionais e até nas lojas (digo principalmente as da Barra da Tijuca, no RJ) de produtos de beleza é difícil encontrar os básicos, mas com cores diferentes. Ou tenho que apelas para os internacionais (e aí depender de alguma oportunidade que sabe-se lá quando aparece) ou tenho que entrar em contato com os SACs. Chato, né?
Adoooro o bom humor da Bel.
Mais um texto perfeito.
Confesso que essa onda multicolorida não me pegou – os tons neon, florescentes e berrante me remetem sempre a um clima carnavalesco. Mas, não me entendam mal… sou a favor da diversidade, apenas não fui fisgada.
Quanta criatividade . quero entrar para a aliança tambem
sou louca por esmaltes, faço unha sempre
NNao sou viciada em pintar unhas, mas fiquei com vontade de experimentar cores diferentes como essas que as meninas estão usando. É muito bom variar de cor, do bege e vermelho para uma cor que não é normal. Vou procurar uma que eu me identifique. Gostei mesmo dessa turma que tem coragem de usar esmaltes diferente
Valei – me Santa Cleopatra, que sucesso essa confraria Bel! Só me resta sair correndo para uma farmácia e conquistar meu próximo esmalte!
Achei que minha “coleção” de cerca de 30 esmaltes era uma das maiores das mulheres que adoram esmaltes, mas… me enganei. Tem alguém com cerca de 1000 vidrinhos? Ah, não humilha… Ainda não conheço os esmaltes holográficos, mas apesar de gostar de algumas cores ousadas, não exagero tanto, não embarco num tom só porque é moda. Tem que ter a ver comigo, com meu estado de espírito, com minha roupa. Dos foscos, nunca gostei. Pode ter virado a maior moda, mas nunca gostei daquele tom embaçado, opaco. Para mim, esmalte tem que ter aquele brilho de verniz. Só sinto falta de ter mais marcas importadas aqui em BH, e mais opções de cores claras das marcas nacionais, que investem pesado mais nas cores escuras.