Mostra exibe história da perfumaria com frascos inusitados

Com curadoria da Drom Fragrances, exposição explora mundo infinito de curiosidades sobre perfumes.

Um frasco envolto por um crocodilo feito de prata, uma jarra que é também binóculo e até mesmo um brinco repleto de pedras preciosas com dois frascos de vidro embutidos. Todos esses itens fazem parte da exposição Cabinet of Curiosities, que exibe a coleção centenária da família Storp em Veneza, na Itália, até o dia 1 de outubro, e que conta com a curadoria da Drom Fragrances.

Um gabinete de curiosidades é um retrato do mundo através de uma coleção de objetos misteriosos, bizarros e raros provindos da natureza, da ciência, do dia-a-dia e do mundo da arte. Guiado pela paixão do colecionador, o conjunto pode ter qualquer forma, já que depende do espírito aventureiro de quem está angariando os artefatos.

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Pendente do século 19 (Drom/Divulgação)

Desde que começou a coleção, em 1911, a família guardou itens raríssimos secretamente por cem anos, até que os irmãos responsáveis pela coleção resolveram escancarar seus armários para visitantes. Desde então, parte da coleção de 3.000 peças — algumas datadas de 6 mil anos atrás — viaja pelo mundo e já passou por Paris e Nova York.

Amostra acontece no Palazzo Mocenigo e é separada em três temas: naturalia, com maravilhas da natureza, como uma caixinha de noz que armazena dois pequenos perfumes; Artificialia, que conta com itens feitos por pessoas, como uma nécessaire francesa de 1780, repleta de pequeninos frascos; e o Mirabilia, “uma preciosa acumulação de objetos miraculosos”, ou seja, itens curiosíssimos, muitas vezes encontrados por pura serendipidade, como um ursinho de pelúcia que guarda uma pequena botelha dentro de si.

Ursinho Schuco, dos anos 1927 (Drom/Divulgação)

Além de ser um testemunho da arte fina que é a perfumaria e como ela se desenvolveu ao longo dos anos, “o fascinante sobre essas garrafas é que elas ainda podem contar a mesma história sobre a fragrância que carregavam em seu tempo. O cheiro pode ter desaparecido há séculos, mas você ainda pode imaginar a sua história”, conta Dr. Ferdinand Storp.

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