“Feminismo não é mimimi”, diz Babi Souza, do Vamos Juntas?, sobre dados a respeito de violência contra a mulher

O dia 25 de novembro marca a luta contra a violência feminina no mundo todo. Hoje é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra Mulheres e também o início de uma grande campanha da ONU, que quer aumentar o debate sobre violência de gênero. No começo do mês de novembro foi divulgado um novo estudo sobre violência no Brasil, com dados específicos sobre atos agressivos contra as mulheres. O “Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres”, do sociólogo argentino Julio Waiselfisz, analisou números oficiais sobre morte de mulheres em todo o país entre 1980 e 2003 e, com isso, traçou o perfil da mulher que mais morre em casos assim: ela é negra, tem entre 18 a 30 anos, e é atacada em sua própria casa. Cerca de 50% das mortes foram provocadas por maridos ou namorados – que, infelizmente, saem quase impunes, já que apenas 7% dos agressores em todos os casos analisados foram julgados ou senteciados. 

“É fundamental que esse tipo de coisa esteja sendo analisada, pesquisada e trazida à tona”, diz Sofia Soter, editora da revista on-line Capitolina, dedicada a produzir matérias e ações feministas que seguem a pauta dominante hoje nas redes sociais e no noticiário. Babi Souza, idealizadora do projeto Vamos Juntas?, que procura unir mulheres para se defenderem do abuso de todos os dias na rua, faz coro: “Esses dados mostram que feminismo não é mimimi”, afirma. “Uma em cada três mortes é resultado de violência praticada por atuais ou ex-companheiros, e isso só prova o quanto é importante falarmos de feminicído. Temos de perseguir o direito de não morrer apenas por ser mulher”, continua. 

Para Babi, é preciso que, diante disso, as mulheres estejam juntas na tentativa de acabar com esse movimento. “As mulheres têm a incrível capacidade de influnciar umas às outras com opiniões e exemplos que mostram que elas não estão sozinhas. Isso as deixa mais fortes para enfrentar o machismo instituicionalizado”, finaliza.

Tanto Babi quanto Sofia falam mais sobre suas cauas e projetos na edição de setembro da ELLE Brasil, na matéria “E-feminismo”, que traz os projetos feministas mais relevantes hoje na internet. 

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