Herança familiar é o tema da nova mostra de Petra Collins

Petra Collins abre a primeira mostra em sua terra natal, o Canadá.

Ao pegar uma câmera de 35mm aos 15 anos, a artista e ativista Petra Collins já começava a definir sua assinatura com fotografias sobre o complexo mundo das adolescentes. Desde então, a canadense de 24 anos, que hoje mora em Nova York, já participou como modelo de campanhas para Calvin Klein e Gucci, e dirigiu a campanha de Stella McCartney para a Adidas, em 2015. Além de fotografar diversos editoriais para revistas como Dazed, ID e ELLE. Agora ela abre Pacifier, uma exposição em sua terra natal, Toronto.

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Na primeira mostra em seu país, Petra vira a câmera para sua família, revelando suas heranças canadenses e húngaras. As fotografias, clicadas nos últimos dois anos, mostram seus momentos íntimos. No Canadá, ela fotografou sua irmã e seu pai. Já em Budapeste, onde sua mãe viveu o regime comunista para depois se refugiar no Canadá, fotografou a irmã mais nova, três primas e a mãe.

(petra collins/Divulgação)

Logo na entrada da Galeria CONTACT, onde acontece a mostra, há um enorme mural com sua irmã, Anna, e um amigo em uma rua de Toronto. As imagens levam o espectador à vida familiar de Petra, como fotografias tiradas em torno da casa da infância da artista e da residência atual de seus pais. Em uma fusão entre arte e moda, algo típico na sua produção, ela vestiu sua família com uma combinação de Gucci e suas próprias roupas.

Em “Anna Tear” (2016), um close no rosto choroso da sua irmã, a canadense emprega um fundo preto com luzes vermelhas e azuis. A imagem faz parte de sua série 24 Hour Psycho, em que explora o interesse da artista por doenças mentais. Em “Daddy And Me” (2016) a mão de seu pai, e suas rugas adquiridas com o tempo, se contrastam com a pele da jovem artista e revelam a passagem do tempo.

A irmã de Petra. Anna Tear, 2015. (CONTACT Gallery/Divulgação)

A mostra, inaugurada no dia 29 de abril, nos faz pensar sobre a efemeridade da vida, os relacionamentos que passam por ela, a relevância dos momentos íntimos e o bom e velho assunto de família.

Petra e seu pai e a relação com o tempo. Daddy and Me, 2016. (Petra Collins/Divulgação)

Anna and Kathleen, Rainbow, 2016

(Petra Collins//Divulgação)

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