Novo filme da MAC retrata a vida de pessoas trans

Silas Howard e Jen Richards assinam documentário feito em parceria coma marca.

“Mesmo no mundo da MAC, no qual você é aceito por ser quem é, eu sentia que quanto mais masculino eu fosse, mais oportunidades se apresentariam”, conta Gizelle Messina, makeup artist da marca. Seu talento a levou para o topo da carreira “eu tinha minha própria mesa, uma promoção, um novo carro. Mas quando eu chegava em casa eu chorava, porque não me reconhecia.” Gizelle é parte do novo documentário More than T, dirigido por Silas Howard e escrito em conjunto com Jen Richards, que visa diminuir o estigma ao redor de pessoas trans. O filme foi possível por causa do fundo que a MAC mantém para o fim do HIV e da AIDS.

Ela conta sobre o processo de assumir a transexualidade no ambiente de trabalho — uma tarefa árdua mesmo em 2017, que pode significar o fim da carreira: “eu conheço histórias sobre pessoas como eu, e escuto que nesses momentos as empresas utilizam políticas e procedimentos para te demitir sem falar que é porque você é diferente. Eu estava me escondendo de forma tão brilhante que  sentia que se abandonasse essa pessoa que eu tinha criado, perderia tudo.”

A MAC não demitiu a funcionária, que está há 17 anos na empresa. Ela dá crédito para a companhia: “eu penso que a indústria da beleza é um lugar que vai ser mais aberto para alguém que é transgênero, e sinto que a MAC tem liderado isso.” A label declarou que celebra a diversidade e inclusão: “Fazemos como parte de nossa missão ser um lugar seguro para pessoas LGBTQ, e investimos mais de U$ 450 milhões em iniciativas para contribuir com o fim do HIV/AIDS, assim como o fim do estigma das pessoas vivendo com o vírus.” No entanto, essa não é a mesma experiência de outras pessoas trans ou genderqueer. De acordo com o National Center for Transgender Equality, 75% dos indivíduos transgêneros sofreram discriminação no trabalho.

Apesar de viver em Los Angeles, uma das cidades mais liberais dos Estados Unidos, Gizelle finaliza falando sobre como seu trabalho acabou se tornando um santuário: “dentro das quatro paredes da MAC eu não sou a Gizelle trans. Sou artista, líder, respeitada. Mas assim que eu deixo essas paredes, eu sinto a experiência trans. Eu posso estar a três passos daqui, que sou impactada com a realidade e com humilhações.” O objetivo do documentário, que retrata Gizelle e mais três pessoas, é iluminar suas vidas multidimensionais.

 

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  1. Izabelly Molero

    Alguém sabe o nome do documentário, e se vai ter versão dublada ou legendada em português – BR

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