Sofia Coppola: “eu sempre amei a irmandade entre mulheres”

Diretora fala sobre a representação feminina em seu novo filme, The Beguiled.

“Eu sempre amei a irmandade entre mulheres”, conta Sofia Coppola para a i-D. Ela está falando de The Beguiled, um thriller histórico com o qual ganhou o prêmio de Melhor Diretora em Cannes — mas poderia estar citando outros de seus seis filmes, como The Virgin Suicides, que capturam as complexidades e encantos do relacionamento entre mulheres.

“Eu não tinha irmãs, então algumas amigas são assim para mim, temos essa solidariedade”, descreve a diretora sobre as relações que inspiraram o filme. Originalmente um romance nomeado The Painted Devil, a história foi adaptada para as telas por Don Siegel em 1971, e agora Sofia assina o remake. Primeiramente ela havia recusado a sugestão de uma amiga de refazer o longa, mas “ele ficou na minha mente.” Um dos motivos que inspirou a diretora foi a oportunidade de retratar o clássico a partir do ponto de vista de uma mulher. “Eu gostei de escrever cada uma dessas personagens, porque eu tive a idade de cada uma delas”, conta ela.

Leia mais: Tudo sobre o figurino do novo filme de Sofia Coppola

(Divulgação/Divulgação)

“Durante toda a eleição, existia muita coisa sendo falada sobre o poder entre homens e mulheres. Assim como acontece no filme. O que eu amei tanto sobre a história é a dinâmica entre homem e mulher, e as trocas de poder, que eu acho que estão tanto nas nossas mentes hoje em dia“, descreve ela. Um dia após a vitória de Donald Trump nas urnas, em um set repleto de mulheres, ela fala sobre o clima: “foi uma decepção. Todo mundo estava triste. Nós filmamos, e, você sabe, estávamos apenas tentando seguir em frente.”

Ela é apenas a segunda mulher a ganhar o prêmio em toda a historia do cinema, depois de Yuliya Solntseva em 1961. Sobre a presença das mulheres no cinema e a importância do olhar das mulheres sobre outras mulheres, Sofia finaliza: “eu estou animada por Mulher Maravilha ser um hit. Eu adoraria ver mais e mais disso, assim a outra metade da população pode ser representada. Eu amo ver filmes que têm um ponto de vista diferente.

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