Solange faz performance histórica no Guggenheim

No dia 18.5, em Nova York, a cantora apresentou a "An Ode To", uma versão ao vivo de seu disco "A Seat at the Table".

“Chegou a hora de ocupar os espaços de poder, as instituições e quebrar todos os obstáculos na nossa frente.” Foi exatamente isso que Solange Knowles fez no Guggeinheim Museum, em Nova York, no dia 18.5. A citação faz parte do seu discurso de encerramento para a apresentação intitulada “An Ode To”, uma releitura performática para o disco A Seat at the Table (2016).

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O racismo é o principal tema abordado no álbum que a consagrou como uma das cantoras mais relevantes da atualidade. Na versão ao vivo, não podia ser diferente. Para isso, Solange pediu para que todos os seus espectadores vestissem branco. Ela e sua equipe, no entanto, pediram ajuda ao designer Telfar Clemens (um dos expoentes da moda genderless nova-iorquina) na hora de decidir o figurino. O estilista, por sua vez, optou por conjuntinhos em tons de nude que se misturavam a cor da pele dos integrantes da banda.

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"An ode to" 2017

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Além de todas as faixas do disco – incluindo os hits “Cranes in the Sky” e “Don’t Touch My Hair” – Solange ainda adicionou um cover a seu repertório: “Black Maybe“, de Syreeta Wright. Um dos momentos mais catárticos do show acontece em “Mad”. A música, que à princípio contaria com uma participação de Lil Wayne, trocou o featuring do rapper por guturais por parte da performer que surpreendeu a todos ao soltar gritos raivosos junto de suas cantoras auxiliares.

A apresentação de “F.U.B.U.” (a sigla significa “For Us, By Us“) também emocionou. Solange se infiltrou no público, ajoelhou e cantou olhando nos olhos dos negros que vieram assistir “An Ode To”. A letra empoderadora tomou novas proporções e depois de uma saída coreografada e triunfal, ela agradeceu pelos aplausos e ainda aproveitou para engatar um discurso. “Inclusão não é suficiente“, finalizou inconformada, mas na certeza de que conseguiu passar a sua mensagem cheia de poder.

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