Tomorrowland tem mais de 100 artistas no line-up – mas apenas cinco mulheres DJs

Em sua segunda edição no país, o festival continua priorizando as atrações protagonizadas por homens. ELLE conversou com as meninas que também foram escaladas para o evento.

Entre os dias 21 e 23 de abril acontece em Itu, interior de São Paulo, o megafestival de música eletrônica Tomorrowland Brasil. A festa que nasceu na Bélgica já tem parte dos ingressos esgotados – aqueles destinados para quem deseja acampar durante os três dias. No line-up estão os nomes mais populares da EDM (Eletronic Dance Music), como David Guetta, Steve Angello, Axwell e Ingrosso e Robin Schulz. As cinco artistas mulheres do festival, todas brasileiras, se apresentam nos dois últimos dias do evento: a dupla ASSADii e a DJ Samhara no dia 21; e Anna e Mary Olivetti no dia 23. A seguir, conheça um pouco delas.

ASSADii 

As irmãs de Santa Catarina começaram a tocar juntas depois de um curso de produção musical, mas se interessam por música desde os 15 anos. Isabelle e Maryelle Assad, 21 e 23 anos, respectivamente, estão animadas para tocar no festival. “Fomos na edição da Bélgica e sabemos o quão mágica é aquela estrutura!”, diz. Sobre ser mulher e DJ, elas percebem o preconceito. “Dá pra sentir que só por ser mulher você tem que provar que é muito melhor do que a maioria. Demorou bastante para nos sentirmos respeitadas”, diz Maryelle. Apaixonadas por house music, elas citam o trabalho da DJ e produtora russa Nina Kraviz como essencial para conhecer um pouco mais desse tipo de música. 

DJ Samhara

Original de Uberaba, a DJ Samhara se apresenta desde 2009 e já tocou ao lado de nomes como Fatboy Slim. Heavy user das redes sociais, você pode acompanhar suas noites de apresentações pelo Instagram, onde soma mais de 80 mil seguidores. 

Anna 

Vivendo entre o Brasil e Barcelona, a paulistana DJ ANNA começou a tocar com apenas 14 anos. Seu set mistura techno e tech-house e ela cita como referências artistas como Laurent Garnier, Kraftwerk, Chemical Brothers, Derrick May, Caribou, Richie Hawtin e Carl Cox. Sobre a representatividade feminina no mercado, acredita que cada vez mais as mulheres têm tomado conta das pick-ups. “Vejo mais mulheres se interessando por produção e discotecagem. Muita gente boa está surgindo e se destacando, mas ainda somos um número muito inferior se comparado aos homens. Por isso estamos em menor presença também nos line­-ups. O que falta para aumentar essa presença são mais garotas interessadas nessa profissão”, acredita.

Mary Olivetti

Carioca, a DJ é afilhada de ninguém menos do que Tim Maia, filha da cantora e compositora Claudia Olivetti e do maestro Lincoln Olivetti – famoso arranjador da MPB. Há 14 anos no mercado, Mary decidiu fazer house music e já se apresentou nos palcos do Rock in Rio e nas capitais mundiais de festas de música eletrônica, como Ibiza, Barcelona, Singapura e Miami. “De uns quatro anos para cá tenho visto mais mulheres na cena. Elas perceberam que podem se sobressair, não é um ramo altamente masculinizado”, diz. Como destaque brasileiro, ela cita o trabalho das DJs Morgana e Paula Pedrosa. No Tomorrowland está animada para ver o show da DJ ANNA.

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