Carolina Herrera
Do lado de fora das tendas do Bryant Park, representantes do PETA (organização contra o uso de peles de animais), faziam um de seus escandalosos protestos contra a estilista venezuelana. Do lado de dentro, entretanto, tudo correu bem. Não, Carolina Herrera não desfilou pele de animais. E apresentou uma coleção, mais uma vez, com seu elegante DNA impresso em cada peça. Estava tudo ali: os vestidos longos estruturados, trabalho artesanal em tecidos nobres e o sex appeal que tanto atrai as celebs de Hollywood. Carolina abriu a coleção, surpreendentemente, com um short de tafetá e top nude em tressê. O interessante padrão da peça se repetiu por toda a primeira metade do desfile - até nos longos com cauda. Aos mínis se seguiram vestidos de silhueta justa até o quadril, que se abriam em saias bufantes até o tornozelo, em uma releitura chic das festas de debutantes. Os decotes deixavam quase sempre um dos ombros à mostra e as fendas, na maioria, abriam na frente, bem sensuais. Além do nude e do off-white, uma bela série em mostarda (em especial o vestido desfilado pela indiana Lakshimi Menon) e várias peças em roxo - outra cor onipresente nas coleções de primavera/verão.
por Laura Ancona Lopez, de NY.
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Fotos: Agência Fotosite