O verdadeiro jeito de ser carioca
Em uma supertenda montada em pleno Posto 10, em Ipanema, a Osklen, de Oskar Metsavant, e a Lenny, de Lenny Niemeyer, se uniram em um belíssimo desfile que fechou a primeira edição do Rio Summer. O clima era de lual, com o morro Dois Irmãos servindo de cenário. A Osklen entrou primeiro e trouxe uma releitura de 1958, época em que o genuíno lifestyle do Rio surgiu, embalado pela bossa nova (um dos ícones da apresentação foi o chapéu panamá de Tom Jobim usado de um jeito diferente, amarrado como uma touca). Um patchwork com fitas criou um listrado de colorido sutil, presente nos minivestidos e nas túnicas amplas, superconfortáveis. Os macacões saruel, alguns com listas grossas, fizeram a festa. Os biquínis vieram com calcinha alta e sutiã comportado e alguns tops, com capuz (o dourado é para vestir a moderna Barbarella). Branco, areia, bege e caqui, verde, preto e dourado eram as cores. Quando Lenny entrou (uau!), a platéia foi ao delírio com uma coleção de tops (Izabel Goulart, Ana Claudia Michels, Guisela Rhein, Michelle Alves, Marcelle Bittar), com seus corpos incríveis. Usando um mix de texturas – tartarugas, besouros, borboletas, cobras e estamparia de plantas – a estilista usou cores opacas (areia, azul, lilás, marrom e verde) para que a modelagem pudesse brilhar. As alças dos biquínis foram alvo de um verdadeiro quebra-cabeça: cruzadas na frente e retas nas costas, de um ombro só com amarração lateral, duplas ou unidas por uma máxi-argola. Os maiôs, em geral com decotes vertiginosos, tinham as costas lindamente trabalhadas. A maioria revelando um pouco mais que deveria. Para o pós-praia, minivestidos e saias com estampas de borboletas plissados. Acessórios chiquérrimos: máxi-cinto, braceletes de pele de salmão. Um desfile perfeito para encerrar o evento mais carioca do calendário nacional da moda.
ELLE AMOU: o biquíni retrô dourado da Osklen e o maiô verde-fechado com alça única e costas superdecotadas e o vestido longo de camadas plissadas, da Lenny.
Fotos: Agência Fotosite