
Mozart, ao vivo, interpretado por 15 integrantes da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Esse foi o presente que Clara Vasconcelos deu para os fashionistas. Ao som de violinos, cello e fagotes, ela mostrou sua coleção de outono-inverno. Para homenagear o maestro Silvio Barbato, as primeiras peças eram releituras femininas de fraques e casacas, tudo muito acinturado e mostrando as formas. As camisas brancas, extralarge, básicas ou de smoking (com aquele peitilho todo pregueado) acompanhavam as calças, às vezes sobrando em obreposições com meias-casacas ou mesmo em versão vestido, com a faixa de vinil/verniz marcando a cintura no lugar. Tudo preto e branco, é claro. As ombreiras (ufa! Ainda estão discretas) já mostraram que estão voltando, tanto que a Tessuti opta por colocar em cena a peça sozinha, colada no ombro nu de uma modelo, para nos relembrar como nos vestíamos nos anos 80. Cetim negro em belíssimos vestidos, minishorts e um macacão deslumbrante. Tecido metalizado, grafite, em formato tulipa, com as costas nuas em decote arredondado. E uma seqüência de saias na altura do joelho, justas, com cinto largo e versões luxuosas de espartilhos, com recortes marcando a silhueta. Seria anos 1950, se não fosse pela ousadia da lingerie aparente. No sportswear, uma contradição interessante: brilho e tecidos nobres para embalar abrigos, pulôvers e casacos em geral.
ELLE amou
short + camisa de smoking (4), o cocktail dress (13), a mistura de
esporte e clássico (19) e o shortinho de paetês (23).