De melindrosa à roqueira
O salão nobre do Copacabana Palace reviveu parte de sua glamuorosa história no desfile que o mineiro Victor Dzenk preparou para o outono-inverno deste ano. Das melindrosas de couro sintético e ilhoses prateados aos looks preto e branco com estampas formadas por logos antigos do hotel, o estilista foi rememorando cada década e cada convidado que deixou sua marca na história. Carmem Miranda e Marlene Dietrich ganharam vida em estampas digitais, assim como os feéricos bailes de carnaval tiveram seu momento com o adereço/esplendor de pena de pavão que surgiu na passarela. A pena de pavão, aliás, permeou toda a coleção – um pouco over no paetê e na pedraria, mas muito bonita.
O toque invernal ficou por conta dos trenchcoats curtinhos e dos boleros com plumas, pois os vestidos eram bem verão (muitos decotes, costas nuas, tomara-que-caias, frente únicas). A linha de alfaiataria, PB, com calças retas, coletes e camisas brancas, apostou no clean e acertou. Já não se pode dizer o mesmo do clima roqueiro anos 1980 que Dzenk escolheu para encerrar o desfile. Nada a ver a jaqueta perfecto e a estampa com a boca escancarada do Rolling Stones. Déjà-vu total.
ELLE AMOU:
- a estampa de Marlene Dietrich / penas na barra e pedrarias no decote – um luxo!
Debora Chaves


