MARIA BONITA
SUAVE É O VERÃO
Rio de Janeiro, 14 de junho de 2005 – O Fashion Rio começa mais uma vez com a Maria Bonita, marca que virou uma espécie de cartão postal da moda anti-sexy da cidade. Apoiada na mesma silhueta do inverno passado – fluida, escorregadia – Danielle Jensen reedita as saias longas, de barras assimétricas (num efeito de descompromisso bem-vindo), e as regatas soltinhas e longas, com barras idem. O lindo do trabalho é que a regata, simples por natureza, é aplicada, bordada, tingida, usada em sobreposição, até virar uma outra peça – caprichadérrima, especialérrima. É comprar, jogar em cima do corpo e sair bem arrumada. A julgar pelo que anda nas ruas de Nova York e Paris agora, as saias que escondem os joelhos têm lugar de honra no verão – e a Maria Bonita fez versões mil, algumas com volume quase godê, outras com camada dupla de tecidos. Sofisticadas que só! Brancos, cinzas, beges abrem o desfile e, aos poucos, vão cedendo passarela para o verde acinzentado até chegar ao verde-bandeira e ao vermelho. As cores esfumaçadas vão virando esboços de formas geométricas básicas até que, ao chegar às cores fortes, se definem os círculos (mas há espaço para algumas listras). Aliás, o look de saia longa de listras multicoloridas + regata rosa com círculos coloridos resume o encontro do jeito Maria Bonita de ver a moda com os desejos bem brasileiros de verão. Ou seja: dá para ter conforto e corpo solto, marca da marca carioca, e aderir os estilo tropical, multicolorido, sem perder a classe.
Simone Esmanhotto
ELLE amou as regatas, os vestidos tomara-que-caia, os sapatinhos rasteiros, versão futurista do modelo boneca, superdecotados ou com recortes de bola no peito dos pés.
Fashion Rio 2006