Trançados e transparências
Apostas que tem tudo para dar certo. Eliza Conde não joga para perder. Tanto que ela recorre à transparência na medida certa – ou seja, sem revelar demais, mas sempre deixando no ar aquela sensação de que a alça do sutiã vai cair, que o decote vai abrir... enfim, que a sensualidade vai extrapolar os limites do dia-a-dia. Nada disso. Eliza é uma especialista. Daí o uso/abuso dos vertiginosos decotes em V que deixavam sutiãs escapulirem, das saias curtas e dos vestidos reveladores (pero no mucho). Ela mostra um pouco aqui, cobre um tanto lá. O mistério é a matéria-prima da estilista que, nesta coleção, escolheu as tranças como inspiração principal. Elas estão nas golas, nos cintos, nos colares, nas alças de vestidos e nas bolsas. Outro ponto forte: os tecidos leves (jersey, cetim, crepe e chifon) que dão fluidez às peças, mas sempre com algum volume. A linha de alfaiataria não abre mão do colete – sem dúvida, um hit do próximo verão – e das camisas de corte masculino sobre tubinhos-lingerie com rendado floral. Jogos de P&B criam geometrias interessantes, assim como a estamparia gráfica. Resumindo: tudo muito feminino, delicado e sexy, muito sexy.
ELLE AMOU:
Vestido amarelo drapeado com cinto de tranças, casaco cru de linho com apliques de pedrarias e vestido rosa-água, quase cor da pele, levemente transparente e com mangas que davam a impressão de serem asas.
Débora Chaves e Irene Santos


