De volta ao passado barroco
Os anjos barrocos que povoam as igrejas de Ouro Preto disseram amém e o mineiro Victor Dzenk deixou um pouco de lado sua paixão arrebatada pela cidade maravilhosa (tema de suas duas últimas coleções) e voltou a olhar para sua terra natal. A coleção Alma Barroca fez jus ao nome. Duas anjas-modelos abriram o desfile com vestidos retos, secos e curtos cujos apliques de rosas de tule nos davam impressão de um vestido feito de nuvens. As alças eram verdadeiros adornos inspirados em arboletas (parte superior dos oratórios). Um enfeite dourado na cabeça fechava o look. A estampas de adornos rococós, de arboletas, rosas e outros símbolos característicos do barroco que teve em Alejadinho seu mestre foram um show à parte. Com uma cartela de cores exuberantes – amarelo, ouro, verde-esmeralda, azul royal, violeta, rosa e preto – o estilista colocou em evidência os vestidos longos com estamparia digital. De jersey, seda, cetim, rendas e tules, a maioria dos vestidos eram leves, longuíssimos e com caimento perfeito. Alguns tinham rosas de tecidos aplicadas nos decotes. Outro deslumbre: os saiões brancos soltos com leve babado nas barras. Os vestidos pretos com arboletas douradas deram o toque angelical final no desfile que teve trilha sonora ao vivo – saxofonista mineira Maria Bragança e percursionista Djalma Correa interpretaram músicas como "Maria Maria". Êta trem bão!
ELLE AMOU:
Vestido com detalhes dourados no busto e vestido com estampa de rosas douradas – deslumbrantes!
Débora Chaves e Irene Santos


