Conheça o Fitó, restaurante paulistano de inspiração nordestina

Cafira Cavalcante faz cozinha afetiva no largo da batata, em Pinheiros, São Paulo.

O mundo gastronômico não é fácil para mulheres que querem trabalhar em uma cozinha ou empreender na área. Não é com pouca celebração, então, que Cafira Foz conta que pensou na questão de gênero para as contratações do recém-inaugurado Fitó, no Largo da Batata, em Pinheiros. “As atendentes também são todas mulheres. Tentamos dar essa preferência por aqui, sabemos como o mundo gastronômico não é fácil para nós”, conta ela para a ELLE. 

Mesmo em soft opening até o fim do mês de junho e abrindo apenas durante o almoço, a casa já é um sucesso: cuias de drinks com cajuína e gingibre de amburana desfilam pelo salão de 200 metros quadrados juntamente com casquinhas de siri e pratos conhecidos de Cafira como amigos íntimos. “Escolhi o cardápio baseado na minha vivência”, fala ela sobre as seis opções bem brasileiras do menu fixo, como carneiro no leite de coco fresco servido com cuscuz de milho, manteiga de garrafa e hortaliças assadas, além das entradas especiais, como os bolinhos de costela de porco.

A cearense de Fortaleza foi criada em Teresina e nunca fez gastronomia — “com a dislexia, não consegui estudar da forma tradicional e precisei de novos meios para aprender o ofício. A cozinha foi uma oportunidade”, conta ela. Foi na tentativa e no erro e mergulhando no trabalho e nas experimentações ao redor do mundo que conseguiu desenvolver a ideia do Fitó – empreendimento que leva seu apelido e que ergueu em sociedade com seu marido, Thomaz Foz. 

Se São Paulo está acostumado com o paladar mineiro ou baiano, os novos pratos são mais que bem-vindos na culinária que é possível provar na cidade. Espere encontrar bife de carne-de-sol com purê de cará e vinagrete, paçoca com baião de dois e a peixada com arroz, farofa e abacaxi, com preços variando entre R$ 25 e R$ 49. A carta de vinhos é exclusivamente brasileira e quem comanda os drinks é Fran Moreira, bartender da casa. A atenção é especial até nas sobremesas, como o doce de casca de limão e o sorvete de bacurí. 

Como uma tradução do estilo despretensioso de Cafira, a decoração do espaço é moderna e aberta, com bancadas com vista para o bar e cozinha envidraçada, tudo assinado por Thomaz. E o décor guarda ainda mais surpresas, como a luminária em Buriti feita pelo designer Abrahão Cavalcante, pai da cozinheira, e os azulejos do artista plástico Pedro Ivo Verçosa. O espaço promete mais novidades: em breve a laje que se abre para o piso superior ganhará um rooftop, perfeito para aproveitar os drinks especiais da casa.

Na entrada, janelas azuis lembram casas nordestinas, e o logo remete às xilogravuras populares do cordel nordestino. Tudo ali declara o desejo de Cafira de receber todos como se estivessem em sua casa: a comida nos leva através de sua forte e ao mesmo tempo delicada expertise gastronômica.

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