Festival “M.A.N.A.” une arte e feminismo em Belém

"Mulher, Arte, Narrativas e Ativismo" começa no dia 29 de maio e reúne programação feita por e para mulheres.

No dia 29 de maio, e também de 1 a 3 de junho, Belém verá um festival idealizado para mulheres. O M.A.N.A >> Mulher, Arte, Narrativas e Ativismo é gratuito e contará com uma programação recheada de expressões artísticas e painéis que debatem o protagonismo feminino na produção cultural. A iniciativa partiu da cantora e compositora Aíla e da artista visual Roberta Carvalho. “O MANA é um projeto que desenvolvemos há cerca de um ano para debater a representatividade e o protagonismo nas artes, questionar as desigualdades de gênero na indústria criativa e, muito além disso, criar conexões, afetos e elos”, fala Aíla à ELLE.

Mostras audiovisuais, batalhas poéticas, workshops de discotecagem e intervenções artísticas estão na programação do evento. “É com muito orgulho, um frio bom na barriga e uma vontade imensa de mover tudo que colocamos esse bloco na rua, agregando música, artes visuais, oficinas, palestras e muito mais” completa a cantora. Um dos destaques é a presença de Djamila Ribeiro, no dia 1/6, que fala sobre a importância das mulheres construírem suas próprias narrativas.

Roberta Carvalho fala sobre a realização do festival: “Muitos temas são bastante provocativos e importantes. Falaremos de assédio nas artes, questionaremos a falta das mulheres na guitarrada, por exemplo, ritmo pelo qual o Pará é fortemente conhecido, discutiremos as inspirações e os e desafios de ser mulher, artista e ser da Amazônia.”

A cidade é palco também para a relação das artistas, que se conheceram em 2009 durante uma entrevista para um jornal local. Dois anos depois, em 2011, elas criaram a produtora 11:11, que realiza projetos que envolvam artes integradas, como o M.A.N.A. “Temos como maior objetivo produzir as nossas próprias carreiras. Paralelamente, tentamos promover o intercâmbio e o diálogo cultural entre a Região Norte e o Brasil” conta Aíla.

Cada mulher tem sua narrativa de vida, sua história e nos interessa que o M.A.N.A. seja esse espaço aberto aos mais diversos tipos de fala e que, a partir delas, possamos nos conectar, nos conhecer melhor e nos fortalecer”, finaliza Roberta. Marque na agenda!

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