Já pensou em fazer ginástica olímpica? Ela pode te surpreender!

Divertidos e eficazes para o corpo todo.

Na True Pilates, uma academia perto do Central Park South, em Nova York, uma atividade – que não é a que dá nome ao endereço – rouba toda a atenção fitness: um grupo de mulheres mais velhas de collant, muitas delas com mais de 70 anos, dá cambalhotas, algumas chegando até a se elevar em argolas suspensas no teto, executando giros atléticos. Seriam antigas artistas de circo? Ex-atletas? Como podem cidadãs idosas serem tão flexíveis? A resposta está numa modalidade de difícil execução no nível profissional, mas muito democrática para amadores: a ginástica artística, ou ginástica olímpica.

Para quem ainda guarda o trauma de infância de ser proibida de praticar o exercício porque ele “atrapalhava o crescimento” (estudos mostram que isso acontece apenas com muitas horas de treinos semanais, no caso dos atletas), esse resgate da modalidade com saltos, exercícios de solo, trave, argolas e barras paralelas não podia ser mais libertador. “É possível começar em qualquer idade e colher os benefícios”, garante o romeno Cornel Marina, 60 e muitos anos, instrutor da True Pilates. Outro ginasta técnico da academia, Ivo Lupis, tem 84 e já deu aulas para Jackie Kennedy!

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No começo da prática, Cornel adverte uma jovem iniciante. “Pegue leve. Se eu pedir oito repetições e você não conseguir acompanhar, tudo bem se fizer apenas três.” Ao olhar para as colegas de classe, a moça deve ter imaginado que se tratava de uma piada, já que a mais jovem beirava os 50 anos e a mais velha era uma senhora de 89 com marca-passo. Mas logo ficou claro que não. Durante uma hora, aquelas mulheres foram de um aquecimento “fácil” (com levantamento de peso e posições invertidas sobre os ombros) a barras paralelas assimétricas, com séries complicadas. Enquanto isso, a novata de pouco mais de 30 precisou da assistência do instrutor para concluir o que ele definia como uma “simples parada de cabeça”.

Pode parecer difícil se imaginar fazendo movimentos típicos dos Jogos Olímpicos, mas vale lembrar que as alunas de Cornel são amadoras. Algumas começaram tarde – uma mulher de 50 anos havia feito sua primeira aula um mês antes – e a maioria deu suas primeiras cambalhotas de brincadeira, em pequenas academias. A adaptação nem sempre é imediata porque a modalidade trabalha, ao mesmo tempo, coordenação, força e equilíbrio – mas os alunos costumam se surpreender com o que conseguem atingir em poucas aulas. “É um exercício para todo o corpo, que requisita músculos dos pulsos aos dedões do pé. No começo, é normal que você tenha dores em lugares que nunca teve antes”, diz Josh Diorio, diretor-assistente do departamento de ginástica e instrutor do Chelsea Piers Field House, em Manhattan.

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