“Também é importante ficar mal”, diz Jout Jout

Convidadas pela Cravo & Canela, Jout Jout e Jana Rosa falam sobre força criativa feminina.

Jout Jout e Jana Rosa foram as convidadas do último evento #ElasAconselham, da Cravo & Canela, que aconteceu no sábado (4.6), em São Paulo. Falando sobre força criativa feminina, elas compartilharam na House of All suas experiências como mulheres na internet. Hoje à frente de um canal com mais de um milhão de pessoas inscritas e de uma marca própria (a Agora é Que Sou Rica), respectivamente, elas também comentaram sobre como lidam com as pressões e se inspiram ao mesmo tempo em que inspiram outras mulheres.

“Você não inspira só falando “seja feminista”. Você inspira com coisas do tipo “olha só como eu estou à vontade com o meu corpo mesmo ele não estando totalmente dentro dos padrões”, comentou Jout Jout em entrevista antes do bate-papo. A YouTuber relembra que não sabia muito sobre o tema quando estourou com um vídeo que fala sobre relacionamentos abusivos.

“Eu fiz o vídeo do batom vermelho sem falar nada sobre feminismo, não sabia nem o que era e as pessoas começaram ‘você é feminista, você é feminista’. E eu fiquei tipo ‘ah, vou pesquisar’. Mas até hoje eu não fiz nenhum vídeo falando sobre feminismo, mas, ao mesmo tempo, fazer um vídeo sobre o meu pé, isso também é sobre feminismo. Porque eu posso mostrar o meu pé na internet, mas até um tempo atrás não dava para mostrar o tornozelo na rua”, continua. “Por exemplo, eu já fiz muitos vídeos de sutiã. Então, se eu estou falando sobre como as cores do céu são incríveis de sutiã, o feminismo não está nisso também? Você não precisa necessariamente falar sobre feminismo para falar sobre feminismo“.

“No começo, eu acho que eu falava bastante, depois eu comecei a falar sobre outros assuntos. Agora, eu só falo da minha marca”, diz Jana rindo. “Mas isso é uma coisa girl power também, né? Criar uma marca sozinha, estar à frente de um negócio”, concorda a empresária. 

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(Cravo & Canela/Divulgação)

E se o tema da noite era #ElasAconselham, Jout Jout indica meditação para sobreviver a um mundo de ansiedade, principalmente estando inserida, mesmo sem desejar, em um universo online. “Eu não estou inserida na internet. Eu boto meus vídeos na internet, compartilho e depois eu vou embora. Acompanho muito pouco. Eu não fico ali, eu vivo uma vida muito mais offline do que online. Minha vida tem muita paz. Eu sempre fui assim, eu só não deixei de ser assim”, revela.

“Eu sempre fui da internet 100%. Desde a internet discada, eu deixo me influenciar, eu sofro bastante, eu leio comentários de portal todos os dias, quando tem uma notícia bombástica eu vou lá e leio o que o povo está dizendo”, diz Jana, por sua vez. Jout Jout relembra um conselho que recebeu da amiga: “Você me ensinou uma coisa uma vez. Tudo na internet dura três dias. Para bom ou para ruim. E eu sigo isso. Se deu ruim, eu penso, daqui três dias vai passar. E, no fim, é importante ficar mal, a gente não tem que ficar o tempo todo evitando ficar mal. É importante sentir as coisas que você quer sentir”, finaliza. Conselho anotado!

Assista à íntegra da conversa:

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