Getty Images
Annie Leibovitz podia ser apenas mais um nome no canto de uma foto. Mas não. A fotógrafa americana, nascida Anna-Lou Leibovitz, em Connecticut, em 2 de outubro de 1949, contou tão bem as histórias dos outros por meio de suas imagens que não conseguiu sair despercebida. Ela extraiu da realidade histórias que ninguém mais conseguia ver. Não é à toa que artistas, músicos, políticos, editoras de moda e publicitários se renderam às imagens e ao senso estético de Annie, uma mulher que se importa muito mais com o que vê do que como é vista.
Reprodução Annie Leibovitz At Word
Sua primeira experiência como fotógrafa foi na Rolling Stone, em 1969, quando a revista ainda era uma pequena publicação de São Francisco, na Califórnia, sob o comando do editor Jann Wenner. Na época, Annie estava no terceiro ano de um curso do Instituto de Artes de São Francisco, onde tinha entrado, inicialmente, para se tornar professora de arte. Foi só ao fazer um workshop de fotografia que ela percebeu que a pintura não era sua verdadeira vocação. Na revista, Annie registrou momentos decisivos da história americana e da vida dos principais músicos das décadas de 1970 e 80. Ela pôde, por exemplo, fotografar o casal John Lennon e Yoko Ono (por duas vezes!), a renúncia do presidente Richard Nixon e momentos íntimos de vários artistas, como os The Rolling Stones. Aliás, seguir em turnê com a banda foi uma das experiências mais marcantes da vida de Annie, pois era um momento em que Mick Jagger e Keith Richards eram considerados os bad boys da música, envolvidos em um mundo regado a drogas e álcool. Annie decidiu se arriscar, em 1975, e caiu na estrada com eles. Acabou conseguindo momentos inéditos, desde a glória nos palcos até a decadência nos bastidores.
No início da carreira, a fotógrafa seguia uma estética do acaso, sem grandes produções, e dava preferência às fotos em preto e branco. Era um momento de inspiração para Annie, que tinha como ídolos os fotógrafos Robert Frank e Henri Cartier-Bresson, conhecidos por tornar a fotografia algo mais real, mais próximo do cotidiano. “Coisas acontecem na sua frente e você tem de estar preparado para decidir quando usar a câmera. Esse é um dos aspectos mais interessantes e misteriosos da fotografia”, revelou Annie em seu livro At Work.





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