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A toxina botulínica deveria ser proibido para atores, assim como os esteroides são proibidos para os atletas, protestou Rachel Weisz na revista Harpers Bazaar. A atriz foi ainda mais longe: sugeriu que o Screen Actors Guild, a associação americana de atores, entrasse na luta contra a substância, que virou a estrela dos consultórios dos dermatologistas. Sarah Jessica Parker, Cate Blanchett e Julianne Moore também têm criticado a adesão frenética das colegas às injeções da toxina. O motivo: enquanto alisa a testa, elas impedem que o rosto transmita os sentimentos mais sutis (os cantos da boca continuam levantados, mas nada se move na altura dos olhos). Tanto que expressões como Botox smile e frozen faces são recorrentes nos bastidores dos estúdios para denominar determinadas atrizes. Alguns diretores reclamam e não é de hoje. Em 2003, Martin Scorsese já se queixava que, depois dos 35 anos, algumas atrizes não conseguiam mais expressar raiva. Agora, as que se recusam a entrar na onda das picadas também fazem coro. Afinal, se a interpretação se baseia nas expressões, então por que acabar com elas?




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