Daisy Lowe fala à ELLE sobre moda, família e suas visitas ao Brasil

Dona de um estilo que mescla as veias rocker e retrô, a modelo é uma das queridinhas da moda internacional.

ZEE NUNES

Daisy-Lowe-01

Camiseta de malha e chapéu, ambos Ausländer. Pulseira e anel, ambos Miriam Kimelblat.

Camisa com aplicações de metal e shorts jeans, ambos Ausländer.

Um ícone de estilo da cena rock’n’roll da moda, a modelo inglesa Daisy Lowe começou cedo na profissão, aos 2 anos de idade, fazendo fotos para publicidade e alguns comerciais. Filha do cantor Gavin Rossdale e da designer Pearl Lowe e enteada de Gwen Stefani, Daisy foi descoberta, aos 15 anos, por um olheiro em Camden Town, em Londres, e passou a fazer parte do casting de uma agência de modelos. Aí, sua carreira deslanchou de vez. Prova disso é o currículo da moça, que é dos mais extensos – vai desde passarelas como Chanel, Vivienne Westwood e Burberry, passando por campanhas de Marc Jacobs, Louis Vuitton e Mango, até o famoso calendário da Pirelli, com o fotógrafo Terry Richardson, motivo que a trouxe ao Brasil pela segunda vez, em 2010. “Um trabalho sexy, edgy, do jeito que eu gosto”, afirma. No início deste ano, aliás, ela deu suas piruetas por aqui pela terceira vez, para desflar no Fashion Rio a convite da Ausländer. Em entrevista à ELLE Brasil, Daisy fala sobre o universo da moda, seu estilo, as redes sociais e a família. Confira.

ZEE NUNES

Daisy-Lowe-02

Casaco, Balmain (na NK Store), hot pants de tricô Ausländer, sutiã e botas, acervo pessoal Daisy Lowe.

Brasil

“A primeira vez em que estive no Brasil foi aos 19 anos, em 2008, em Salvador, para fazer um trabalho voluntário nas favelas com minha mãe. Realizamos aulas de costura para mulheres carentes e, no fim do programa, organizamos um desfle de moda.”

Universo fashion

“Não quero levar a moda muito a sério. No fim, estamos apenas vestindo roupas. Mas não posso negar que é um ótimo campo para nos expressarmos e sermos criativos. Quando estou triste, coloco cores mais intensas.”

Playboy

“Sempre quis ser capa da Playboy. Era um sonho antigo. Mas na hora foi difícil. Fiquei nervosa e precisei encarnar uma personagem que tem muito mais segurança do que eu. No fim, foi divertido e um trabalho pesado de verdade. O fotógrafo Tony Kelly me destruiu. Sofri com as fotos dentro da água. Ele dizia: ‘Fique sexy e não solte bolhas’.”

Estilo

“Gosto de Jean Paul Gaultier, Marc Jacobs, Vera Wang e peças vintage. O vintage é minha paixão. Adoro os anos 1930 e 40. As roupas eram tão bem feitas nessa época! Verdadeiras obras de arte. O melhor de comprar vintage: você difcilmente vai achar alguém usando a mesma peça que você. Não é horrível quando você se apaixona pela peça de um designer, paga uma nota, vai para a rua e encontra pessoas vestidas do mesmo jeito?”

Twitter

“É uma oportunidade de me conectar com o público. Saber o que as pessoas estão pensando. Garotas de 14 anos me mandam mensagens. Adoro esse feedback.”

Família

“Minha mãe é uma grande inspiração, muito criativa e talentosa. Tudo que ela faz é lindo. Seu trabalho como música me fez ver, quando criança, que não era isso o que eu queria. Não sei tocar nada. Mas o estilo dela sempre me inspirou.”

---

Edição Rita Lazzarotti

Cabelo e maquiagem Daniel Hernadez

Tratamento de imagens Leo Vaz

Assistente de fotografia Sándor Kiss

Copie o link

Por Marina Domingues e Juliana de Faria

Publicado em 24/06/2012