Divulgação Assouline
A designer com a coleção de joias desenvolvida para a Yoox.
Em setembro de 2005, o Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova York, inaugurou a mostra Rara Avis: Selections from the Iris Barrel Apfel Collection. Foi a deixa perfeita para o mundo conhecer um pouco mais do estilo de uma das mulheres mais criativas dos Estados Unidos, como destaca o curador do MET, Harold Koda. “Para se vestir como Iris Apfel, é preciso ter um senso estético muito apurado”, disse Koda na época, em entrevista ao The New York Times. “Penso comigo mesmo: não tente fazer isso em casa.”
Nascida no Queens, Iris cresceu cercada de estímulos visuais. Seu pai possuía uma pequena loja de vidros e espelhos e colaborava com alguns dos mais importantes decoradores da época. Já sua mãe, dona de uma butique, a introduziu cedo no mundo de manequins e roupas – aos 8 anos, ela teve a primeira crise fashion, ao não se dar por satisfeita com as roupas que tinha para uma sessão de fotos familiares.
A fixação pelo visual a acompanhou também na juventude. Na década de 1940, quando o guarda-roupa das mulheres era pautado pelo look tailleur com ombreira e cintura ajustada, típico da Segunda Guerra Mundial, Iris decidiu que usaria jeans. “Fui a uma loja do Exército em Wisconsin, pois eles eram os únicos que vendiam a calça na cidade. Mas tudo era grande demais”, contou em entrevista ao Peabox Essex Museum, em Salem, Massachusetts. “Pedi um par que coubesse em mim e me disseram: ‘Talvez a senhora não saiba, mas mulheres não usam jeans’. Eu os deixei loucos ligando todos os dias para saber se havia chegado um número menor. Até que um dia, o proprietário encontrou uma calça Levi’s masculina, pequena o suficiente para mim.” A insistência tinha um motivo: Iris criou em sua cabeça o look perfeito – jeans, turbante e brincos de argolas gigantes. Mal sabia a designer que, quase 70 anos depois, o denim se tornaria uma espécie de uniforme dos tempos modernos, e os tais acessórios (assim como os imensos óculos redondos), sua marca registrada.
Em 1948, ela se casa com Carl Apfel, com quem está até hoje. A união rendeu a abertura da empresa especializada em tecidos e decoração, a Old World Weavers, da qual foram proprietários até 1992 e que tinha, entre seus clientes estrelados, Greta Garbo, Estée Lauder e Marjorie Merriweather Post, além da Casa Branca, para onde realizaram projetos para nove presidentes dos Estados Unidos, sendo o último no mandato de Bill Clinton (1993-2001). Apesar da venda, Iris continua na companhia como consultora de projetos especiais e não pensa em se aposentar tão cedo. Foi graças à empresa, aliás, que Iris conheceu o mundo e apurou cada vez mais seu estilo único. Como trabalhava com tecidos exclusivos e raros, a Old World Weavers mantinha um escritório na França e outro na Itália (que intermediava os negócios com a África, a Ásia e o Oriente Médio).
O poder dos detalhes
O legado dos acessórios vem desse mix cultural – ela adora peças étnicas – e de sua bagagem familiar. “Minha mãe era uma pessoa muito chic, que sempre me dizia que não importa se temos apenas um vestido preto básico desde que o usemos com os colares e as pulseiras corretos. Podemos transformar a mesma peça em inúmeros looks, sem nunca nos repetir, se acertamos essa matemática.”
Com um poder único de combinar peças das mais diferentes origens (de objetos de alta-costura a pechinchas garimpadas em mercado de pulgas), ela virou uma referência e uma figurinha fácil nos blogs e nas colunas sociais de Nova York. Não à toa, a Coach a convidou para estrelar sua campanha de 2008 e a MAC fechou uma parceria com ela e colocou no mercado, em janeiro deste ano, uma linha de beleza, em coautoria. Iris passou, enfim, a ser referência para uma geração acostumada a consumir o que as revistas de moda e as lojas fast fashion apresentam. Trouxe de volta, de certa forma, a necessidade de ter estilo e pensar sobre moda de uma maneira mais crítica, e não apenas reproduzir e copiar modelos.“Procuro mostrar para os jovens que a moda é muito mais que roupas, é uma forma de se ex-pressar para o mundo. O jeito de compor um look revela muito sobre você, seu conhecimento e cultura”, explicou Iris na entrevista que deu a ELLE.
Apaixonada por pulseiras, óculos e afins, a designer, mesmo optando por roupas rebuscadas, gosta de deixar os acessórios em destaque. Conta que sempre se vestiu assim, que não mudou depois que a mídia voltou a atenção para ela. “Fico feliz que minha idade não seja um tabu e que as marcas entendam que uma mulher mais velha pode ser um ícone capaz de vender produtos”, diz ela, do alto de seus 90 anos.
Para Iris, vestir-se é uma experiência criativa. “Você nunca sabe qual será o resultado. O mais importante é encarar a moda como forma de expressão. Seja livre. Você só tem uma viagem. O negócio é aproveitá-la ao máximo!





PantonemaniaTendência em voga, looks monocromáticos e de tons quentes acendem as ruas em pleno inverno
Casa de Criadores - dia 03
EventoFesta da Montblanc reúne convidados VIPs em prol do Unicef
InstagramTops publicam fotos se preparando para o baile da amfAR em Cannes
NovidadesLançamentos de beleza para atualizar o nécessaire
Hello, lovers
Perfume na cabeça
HERE COMES THE SUN
ÉCLAIRS PARA TODOS OS GOSTOS
Frescor fashion: animal print, peças utilitárias e acessórios grifados
Annelyse Schoenberger é o rosto da campanha de Carmen Steffens




























ELLE Brasil no Twitter
Follow@ellebrasil
ELLE Brasil no Tumblr
SIGA no Tumblrellebrasil.tumblr.com/
ELLE Brasil no Pinterest
pinterest.com/ellebrasil/
ELLE Brasil no Youtube
SIGA no YouTubeyoutube.com/ellebrasil
ELLE Brasil no Instagram
SIGA no Instagram@ellebrasil
ELLE Brasil no Vine
ELLE Brasil