Famosas suas mocinhas, Julia Roberts aparece na pele de uma mulher má

Com fama de difícil na vida real, mas sempre interpretando mocinhas simpáticas no cinema, a atriz finalmente aparecerá na pele de uma mulher má.

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Chega de bancar a boazinha. Aos 44 anos, Julia Roberts aceita brincar com a imagem de queridinha das telas, passando a usar o charme, o carisma e o lendário sorriso a serviço do mal. Em Espelho, Espelho Meu, a eterna pretty woman foi escalada pelo cineasta indiano Tarsem Singh para personificar a Rainha Má, do clássico Branca de Neve, aquela que perde o precioso tempo questionando se existe alguma mulher mais bonita do que ela. Para quem construiu a carreira com personagens que sempre seduzem o espectador, fazendo-o torcer por elas, quebrar esse ciclo foi uma "grande diversão’’. "Como não havia nenhum modelo de realidade que pudesse se aplicar à rainha, pude sair dos trilhos o quanto quis, sem me preocupar em explicar o motivo que levaria uma pessoa a tratar os outros tão mal’’, afirmou Julia, em um terninho branco, durante o encontro com a imprensa em Los Angeles. No filme, que estreia em 6 de abril nos cinemas brasileiros, Julia toma o devido cuidado para não carregar demais na faceta detestável. O fato de a madastra de Branca de Neve ter sido concebida com malícia e muito senso de humor obviamente ajudou. "Branca de Neve tem apenas 18 anos e sua pele nunca viu o sol. Assim é muito fácil ter uma pele boa’’, diz sua personagem, sem esconder a inveja da beleza da menina, interpretada por Lily Collins. Ainda assim, a Rainha Má representa um passo em uma nova direção, algo que destoa da extensa coleção de heroínas adoráveis da atriz, como as que encarnou em Uma Linda Mulher (1990), O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997), Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) e Comer, Rezar, Amar (2010), entre tantas outras.

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Por Elaine Guerini, de Los Angeles

Publicado em 10/04/2012