4 dicas infalíveis para quem quer fazer compras em brechós

É verdade que o fast fashion ainda concentra muito poder na indústria fashion, mas existe um movimento que, aos poucos, está ensinando um novo jeito de viver e consumir moda.

Leia também: Iniciativas que mostram como o consumo de moda está mudando

Parece que o slow fashion e o minimalismo vieram para ficar e a questão agora não é mais quantas peças de roupa você tem no seu armário, mas, sim, a qualidade que elas têm. Os closets passaram a deixar de lado as compras desenfreadas para abrir espaço a peças compradas com mais consciência, em lojas que incentivam produções nacionais, que são feitas com materiais sustentáveis e até mesmo que sejam criadas a partir de outras peças.

Leia também: Um guia de marcas preocupadas com sustentabilidade para consultar sempre

Com essa mudança, era de se esperar que os brechós, que antes eram conhecidos por aquele tradicional ‘cheiro de casa de vó’, ou por serem aquelas lojinhas apertadas, abarrotadas e repletas de peças empoeiradas, ganhassem uma repaginada e um ar mais cool.

Junia Pereira e Fabiola Loureiro comandam o Acervo de Coisinhas, localizado na rua dos Pinheiros, em São Paulo, e perceberam de perto essa mudança. As buscas por peças de brechó aumentou e o mesmo aconteceu com a quantidade de pessoas que querem vender suas roupas antigas.

“As pessoas estão percebendo que rolou um movimento de desperdício muito grande. Estamos vivendo em uma era em que as coisas estão muito descartáveis, então você compra uma roupa em uma loja mais barata e você percebe que está durando muito menos. Por isso, a ideia do brechó tem a ver com o que as pessoas estão buscando agora, que tem a ver com reaproveitar”, diz Junia.

As duas reforçam que uma das partes mais interessantes é o preço mais em conta, além da variedade de marcas e de modelos. Ainda assim, o melhor plano de ação é sempre estar aberto ao que a loja oferece e saber que em um brechó cada peça é única.

“Eu acho que brechó é oportunidade”, explica Fabiola. “É ótimo que quando esfria as pessoas venham procurar casacos, por exemplo. Isso tem que ser feito porque é o que você está precisando de imediato. Mas também há coisas muito legais de outras estações que são peças únicas e, se você não levar na hora, quando voltar no verão ela não vai estar mais lá”.

Anote aí!

Como Junia e Fabiola comentam, comprar em brechó é muito mais do que entrar em uma loja e olhar o que está nas araras. É preciso estar aberto e, principalmente, disposto a buscar e olhar a fundo o que esses estabelecimentos oferecem, e saber que comprar em um brechó é bem diferente de ir ao shopping.

Existem, claro, algumas dicas que são essenciais para você que pretende usar o brechó como uma fonte para o seu closet:

1. Disposição
Junia e Fabiola não cansam de reiterar que o principal para quem quer comprar em um brechó é ter disposição e, de fato, estar a fim de olhar tim tim por tim tim o que uma loja dessas pode oferecer. “Você tem que estar disposta a entrar e procurar. É diferente de entrar em uma loja que tem grade e que você conhece. Aqui, não. Tem marcas conhecidas e outras que ninguém nunca ouviu falar. Precisa ter paciência de ir, olhar e experimentar”.

2. Experimentar, sempre!
Falando em experimentar, não existe uma compra em brechó sem experimentar a peça de roupa antes. Como não há um padrão nas peças – afinal, não é uma única marca que você encontra ali – é preciso ter certeza de como a peça fica no corpo. Ou seja, nessas horas, é melhor deixar a preguiça em casa!

3. Atenção ao preço
Junia explica que o maior atrativo de um brechó é o preço. Por isso, pesquise e fique atenta às etiquetas! Muitas vezes, um blazer pode estar à venda por R$ 150 reais em um brechó mesmo que um modelo semelhante seja vendido por um valor menor em uma marca de fast fashion. Porém, é aí que está a sacada: em um brechó, a peça pode ser de qualidade infinitamente superior – existem até modelos de marcas como Dolce & Gabbana e Gucci nesses estabelecimentos. A questão não é só o valor das peças ser mais baixo do que nas lojas comuns, mas também a peça em questão oferecer uma qualidade infinitamente maior.

4. Esqueça o básico
Quem compra em brechó já sabe: não existem peças básicas por ali. A questão é que como existem muitas lojas que são especializadas no básico, um lugar com foco em roupas usadas e vintage busca se diferenciar oferecendo apenas aquilo que pode chamar atenção de alguma forma. “A palavra-chave, realmente, é oportunidade. Quando eu vou no brechó, eu busco uma oportunidade”, reforça Junia. Ou seja, não procure aquela blusinha preta e sim aquela jaqueta de paetês que você não encontraria em nenhum outro lugar.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s