A a Z Jeans: uma homenagem ao maior básico contemporâneo

Do clássico skinny ao 70's flare. Dos novos designers às marcas consagradas. O denim merece um dicionário para chamar de seu.

A – Artesanal

Primeiro foram os respingos de tinta, na esteira da moda artsy. Agora são as texturas e os tratamentos feitos à mão. A tendência mais quente no universo do jeanswear é a artesanal – pense em costuras aparentes, técnicas mistas (denim com tweed, por exemplo), patchwork e sashiko. A ideia é transformar um item de alma industrial em uma peça com caráter único.

B – Brasileira

A história da moda brasileira deve muito ao universo blue. Da lendária US Top à Zoomp, da M. Officer à Forum, da Ellus à John John, passando pelo furacão funk da Gang, muitas marcas e designers ganharam os holofotes graças ao material, que virou praticamente a segunda pele da nação verde e amarela, com green card da praia (sim, biquínis jeans!) às festas!

C – Calvin Klein

Calvin Klein foi o primeiro estilista a levá-lo às passarelas. E não só. Em 1976, ele ajustou o corte das calças (que ainda não tinham elastano) para salientar o bumbum das mulheres. Continuando na linha “born to be wild”, convocou Brooke Shields e Kate Moss para campanhas emblemáticas, que transbordavam sex appeal e influenciaram gerações. Agora com Raf Simons na direção criativa, não abriu mão do material.

Calvin Klein - Campanha Raf Simons

Ao fundo: “Ambulance Disaster”, Andy Warhol, 1963-64 – do acervo da The Andy Warhol Foundation. (Calvin Klein/Divulgação)

D – Desfiado

A calça jeans do momento tem a barra desfiada, de preferência feita em casa, e corte reto. Ela está aparecendo em tantos lugares que até foi apontada como a substituta do skinny no coração das fashionistas.

Jeans

(WGSN/WGSN)

E – Efeitos

Praticamente uma tela em branco, o material serve de base para os mais diversos efeitos e texturas. Dourado, paetizado, com fibras de algodão e veludo, com plástico… A indústria têxtil não para de reinventar a mina de ouro descoberta por Levi Strauss, e os estilistas usam e abusam da criatividade para não deixar o curinga do closet cair na monotonia.

F – Flare

Evolução da boca de sino e da pata de elefante, usadas na década de 1970, a flare tem a barra um pouco mais estreita, mas mantém a aura “paz e amor” que marcou a geração Woodstock. Celebs como Rosie Huntington-Whiteley e Katie Holmes são fãs de carteirinha.

G – Gênes

Acredite se quiser, mas a palavra jeans é uma corruptela de Gênes, nome francês da cidade de Gênova, na Itália. Foi lá, antes de virar uma febre norte-americana, que as calças grossas, feitas com o algodão proveniente de Nîmes (de onde vem o nome denim!), começaram a ser usadas pelos marinheiros.

H – Haute-Couture

Jean Paul Gaultier, sempre iconoclasta, elevou o denim ao status de haute-couture: foi ele que apresentou uma peça, pela primeira vez, na semana de alta-costura de Paris, em 2002. Quatro anos depois, a Chanel repetiu o feito.

I – Instagram

Quer encontrar inspiração na palma da mão? O WGSN, o maior portal de tendências do mundo, indica o top cinco de novas marcas que vale a pena seguir no Instagram: @rollasjeans (expert em imagens sexy retrô), @bethnals (inglesa, com vibe unissex), @drcollectors (uma ode ao true blue norte-americano), @storymfg (jeans artesanal e estilo de vida slow) e @fdmtldenim (japonesa, com foco nos detalhes).

J – Japão

Japão. É lá que são produzidos os tecidos mais especiais, que abastecem maisons como Louis Vuitton e Gucci. Os japoneses são tão obcecados pelo tema que em Kojima, a cidade polo do jeanswear, tem até rua batizada de Street Jeans. A Momotaro é uma das marcas desejo, cujas calças chegam a 2 mil dólares.

K – Kéki

Ex-compradora do Net-a-Porter, Katie Green lançou a Kéji, com a missão de criar peças sofisticadas. “O denim tem sido reduzido ao skinny”, disse em entrevista à ELLE América. Portanto, sua coleção cápsula, apresentada na semana de moda de Londres, vai além e evoca a alfaiataria, aprendida por ela em Savile Row.

L – Levi’s

A trajetória da Levi’s começa em 1873, quando Levi Strauss registrou a patente das calças que confeccionava desde 1850 para os mineradores de São Francisco – o tecido resistente era ideal para o trabalho. Pioneira, a grife se firmou como um sinônimo de jeans no mundo. Suas calças, five pockets e com medidas diferentes na cintura e nas pernas, revolucionaram o mercado. A 501 é um clássico até hoje!

M – Memória afetiva

O que Louis Vuitton, Stella McCartney, Gucci e Chloé têm em comum? Todas, além de serem marcas de luxo, investiram em jeans com ar vintage em suas coleções recentes.

gucci-verao-2017-jeans

N – Números

Os números da indústria são giga. Em Denim Dudes, um estudo mostra que 50% da população mundial usará jeans em algum momento da vida. Na Topshop, de acordo com o jornal The Guardian, sete peças de denim são vendidas a cada segundo!

O – Oversized

Primeiro foi a baggy. Depois a clochard, a boyfriend e, evolução da espécie, a oversized, que, como o nome já diz, é a calça GG, bem larga mesmo. Nessa temporada, a tendência se estende às jaquetas, que também aparecem em versão “ão”.

P – Patchwork

Muito usado no mercado japonês por causa de sua natureza handmade e seu caráter ecológico (cada pedacinho de tecido é reaproveitado), o patchwork, ou boro, extrapola fronteiras e chega a grifes como a MM6, a segunda etiqueta da Margiela.

(Reprodução/Reprodução)

Q – Queridinho

Queridinho de gente como a gente, artistas e celebs, ele inspirou frases emblemáticas. Andy Warhol, por exemplo, disse que queria morrer vestindo blue jeans. Já Yves Saint Laurent afirmava que “queria ter inventado o jeans, o mais espetacular, prático, relax e nonchalant” item do guarda-roupa.

R – Rasgado

Rasgado, desfiado, puído. Quem nunca rasgou a própria calça para conquistar um ar rebelde? Pois o que era uma coisa caseira se profissionalizou. Na Première Vision, a maior feira de tecidos do mundo, um dos destaques foi o neo-destroyed, que vem de fábrica com o aspecto velhinho graças a lavagens, lixamento e bricolagem.

Jeans

(WGSN/WGSN)

S – Sustentável

O upcycling acontece muito com peças jeans, e marcas brasileiras como a MIG criam peças incríveis a partir do reaproveitamento de roupas usadas.

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(Markos Fortes/Divulgação)

T – Tingimentos

Foi só nos anos 1980 que surgiram as lavanderias industriais. E foram elas que deram cor ao nosso bom companheiro. Os tingimentos com pigmentos, não só com a folha de índigo, possibilitaram toda a diversidade que temos hoje.

U – Unissex

Masculino de nascença, ele ganhou a primeira versão feminina em 1934. Porém se firmou como o item mais democrático e unissex da moda.

V – Vetements

A marca é a responsável pela calça de barra assimétrica que virou febre total no street style.

Vetements-verao-2016

(Vetements//A a Z Jeans: uma homenagem ao maior básico contemporâneo/WGSN)

W – Western

Western. Não dá para negar: denim e caubóis nasceram um para o outro! Desde as primeiras propagandas até hoje, a matéria-prima é usada na companhia de botas e chapéus, como pede o Velho Oeste!

X – X-Rated

Alexander Wang entrou no mercado de jeans em 2014 com uma campanha que deu o que falar. No melhor estilo X-rated, as fotos de Steven Klein mostravam a modelo alemã Anna Ewers praticamente nua, provando que até o rei do sportswear também quer olhar para o denim.

Y – Young

Forever Young. Nenhuma peça do guarda-roupa é tão relacionada à juventude quanto o jeans. Mérito de James Dean, que o imortalizou no cinema, em Rebel without a Cause. Depois dos anos 1950, toda subcultura jovem fez do jeans sua bandeira.

Z – Geração Z

Representantes da geração Z tratam o jeans como a sua segunda pele. Nas ruas, nos palcos, nas passarelas, ele é a peça mais emblemática do século e não dá sinais de que vá perder a majestade tão cedo!

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