A supertop dos anos 1960 Veruschka está de volta!

A modelo que competia com Twiggy o posto de maior de sua década estrela o resort 2018 da Acne.

A Acne é uma marca antenadíssima. Por isso, é sempre interessante ficar de olho nas new faces que, em geral, eles escolhem para o casting de suas apresentações, lookbooks e campanhas. No entanto, a etiqueta decidiu surpreender a todos dessa vez e, por isso, convocaram uma veterana para estrelar o seu resort 2018. A icônica modelo alemã Veruschka é quem veste as novas peças da grife.

Acne Studios

Resort 2018 – Acne Studios (Acne Studios/Divulgação)

Ela é uma das tops mais importantes das décadas de 1960 e 1970. A única outra profissional com o um tamanho similar ao dela, na época, era a Twiggy. Mas, não estamos falando de estatura. Veruschka, mesmo quando adolescente, já tinha 1,83 cm e calçava 43. O que poderia ser sinônimo de uma menina desengonçada virou sua maior força em frente às câmeras de fotógrafos históricos como Richard Avedon (que a considerava a mulher mais bonita do mundo) e Franco Rubartelli (com quem a top namorou, inclusive).

Acne Studios

Resort 2018 – Acne Studios (Acne Studios/Divulgação)

Sua fama chegou no ápice quando fez uma aparição em Blow Up, filme de Michelangelo Antonioni que tornou-se um clássico cult, além de ser um belíssimo retrato da Swinging London. No entanto, nem toda a história de Veruschka conta com as glórias de sua carreira. Sua infância foi muito triste: o pai foi executado pela Alemanha nazista de Hitler (por se opor ao Reich) e ela passou alguns anos em um campo de concentração infantil. Demorou muito tempo para que conseguisse se reencontrar com o restante do sua família. Isso só aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial.

Acne Studios

Resort 2018 – Acne Studios (Acne Studios/Divulgação)

Apesar das dores do passado, ela se tornou uma mulher forte e empoderada. Um exemplo que não deve ser esquecido! Aliás, ela tinha algo que, sem dúvida, está em falta na nova geração de modelos que estão bombando no momento: uma personalidade marcante e intransigente. “Gostava de colaborar, de dar opinião. Havia fotógrafos, como Avedon, com quem sempre trabalhei em conjunto. Mas, alguns morriam de medo de mim, de eu controlar a sessão de fotos”, disse rindo em uma entrevista à ELLE Brasil, em 2012.

Veruschka

Retrato de Veruschka em 1970 com uma superfenda. (Keystone Features/Hulton Archive/Getty Images)

A veia artística, não à toa, foi o que a moveu depois de sua saída repentina do mundo da moda. Ela tornou-se fotógrafa e performer – pintava seu corpo de modo a camuflar-se no cenário de seus cliques – depois de desistir dos editoriais e campanhas. Tudo porque uma editora poderosa da época – Grace Mirabella – pediu para que a modelo cortasse o cabelo e deixasse seu visual mais suave e comercial. “Ela me disse para parecer mais feliz nas fotos. Não quis e resolvi parar por ali. Sempre achei que deveria ter poder sobre minha imagem“. E que poder!

 

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