As musas que inspiraram os estilistas em 2016

Confira quem foram as pessoas que inspiraram os designers para criar coleções em 2016.

O processo criativo de um designer é muito amplo e complexo. Tudo que ele assiste, ouve, come e, principalmente, todos os lugares para onde ele viaja, influencia diretamente no resultado final do seu trabalho. Esses profissionais são altamente sensíveis a experiências e algum deles optam por buscar essas inspirações em pessoas. Separamos alguns nomes que serviram como musas para estilistas neste ano.

Feministas

A esq: desfile da Prabal Gurung, a dir: Susan B. Anthony

A esq: desfile da Prabal Gurung, a dir: Susan B. Anthony (Agência Fotosite)

Na moda, é correto afirmar que 2016 foi um ano de progressos. Embora ainda esteja longe do ideal, alguns integrantes deste universo passaram a olhar mais atentamente para assuntos urgentes, e entre eles está o feminismo. Em sua estreia à frente da Dior, Maria Grazia Chiuri não esperou para pegar emprestado o nome do livro da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, “We Should All Be Feminists“, e o estampou em uma das camisetas. Prabal Gurung também usou uma citação em uma das peças da autora Susan B. Anthony.

Músicos

A esq: desfile de Alta-Costura da Jean Paul Gaultier, a dir: David Bowie.

A esq: desfile de Alta-Costura da Jean Paul Gaultier, a dir: David Bowie. (Agência Fotosite)

Música e moda andam de mãos dadas. Essa troca de influências está sempre presente, sobretudo quando perdemos um grande expoente de uma das áreas, como foi o caso de David Bowie, que faleceu no começo de 2016. Como uma espécie de homenagem, várias marcas apostaram no visual andrógino no cantor, assim como Jean Paul Gaultier em seu desfile de alta-costura. Já a Coach resolveu homenagear outro ídolo do passado e colocou muito rock ‘n’ roll na passarela relembrando Elvis Presley. Alessandro Michelle, por sua vez, pegou emprestada toda a pompa de Elton Jhon no desfile resort da Gucci.

Ícones

A esq: desfile da Chanel, a dir: Coco Chanel.

A esq: desfile da Chanel, a dir: Coco Chanel. (/Agência Fotosite)

Em uma espécie de metalinguagem fashion, por vezes a moda se inspira na própria moda para criar. Algumas casas olham para nomes da história para revisitar códigos que já revolucionaram o mundo. Foi o caso da última coleção da Chanel que bebeu da fonte da criadora da maison, Coco Chanel, para pegar toda a elegância emprestada da mademoiselle parisiense. Outra marca que fez algo similar foi Sonia Rykiel que também prestou homenagens à própria Sonia, que foi musa de estilo para a coleção de primavera.

Monarquia

A esq: desfile da JW Anderson, a dir: Henrique VIII.

A esq: desfile da JW Anderson, a dir: Henrique VIII. (/Agência Fotosite)

A coleção de Rihanna à frente da Fenty X Puma trouxe para a passarela uma Maria Antonieta supercool, street e contemporânea. Já a Gucci preferiu expressar a soberania de Catherine de Medici, ex-rainha da França, enquanto Brandon Maxwell apostou na jovialidade e simpatia da princesa Diana. Contudo, o mais curioso foi J.W Anderson que se inspirou no ex-rei Henrique VIII para confeccionar suas peças.

Arte

A esq: Petra Collins no desfile da Gucci, a dir: Wolfgang Tillmans no desfile da Hood By Air.

A esq: Petra Collins no desfile da Gucci, a dir: Wolfgang Tillmans no desfile da Hood By Air. (Agência Fotosite/As musas que inspiraram os estilistas em 2016)

Moda é arte? Essa discussão se alonga por meio dos anos e não impede que as duas áreas conversem entre si no processo criativo. Prova disso foi a label Creature of Comforts em sua coleção inspirada na persona da artista Frida Kahlo. Já a francesa Faretta at Céline foi mais longe e literal ao pegar os trabalhos do artista plástico Yves Klein para servirem de estampas para seus vestidos. Outra tendência que reuniu arte e moda na passarela foi a de colocar artistas para desfilar. Na Gucci, a badalada fotógrafa e cineasta Petra Collins desfilou como se aquele fosse seu ambiente natural. Outra pessoa que também se aventurou na runway foi o também fotógrafo Wolfgang Tillmans, convidado pela Hood By Air para entrar em cena.

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