As principais declarações da rara entrevista de Hedi Slimane

O diretor criativo da Saint Laurent, Hedi Slimane, não é muito de falar com a imprensa. Essa semana, entretanto, ele rompeu o silêncio e concedeu uma extensa entrevista ao portal americano Yahoo Style. Entre os assuntos, ele falou sobre a renomeação da grife, os bullyings que sofreu na infância, a volta da marca à alta-costura e o conforto que a música lhe traz. 

Confira abaixo as principais declarações da entrevista: 

Sobre a renomeação da marca: 
“O retorno ao nome original me ajudou a recriar um legítimo e esquecido balanço entre as roupas e a linha de acessórios de couro, além de manter as coleções feminina e masculina lado a lado”.

Sobre a relação com Pierre Berge, que foi parceiro de Yves Saint Laurent na grife e na vida amorosa:
“Eu devo tudo a ele e a Yves. Foi por isso que dei o melhor de mim nos últimos quatro anos para proteger e consolidar as raízes da marca deles. Não há ninguém como ele e nunca haverá”. 

Sobre as críticas negativas da sua primeira coleção na Saint Laurent:
“Sempre mantive Pierre na minha mente. Como velejar no meio de uma tempestade e manter sua rota? Pierre sempre soube como fazer isso, e como permenecer fiel aos seus princípios e não prejudicar a sinceridade da sua mensagem, não importa o que aconteça, mesmo se no início você não é compreendido”.

Sobre o bullying sofrido na juventude:
“Eu era justamente como esses garotos que eu fotografo ou que desfilam as minhas coleções. As jaquetas sempre ficavam um pouco maiores em mim. Muitos na minha escola ou na família tentavam fazer eu me sentir inferior porque era muito magro. Eles fizeram bullying comigo por algum tempo, tentando me deixar desconfortável, insinuando que quem era muito magro era esquisito. Certamente havia algo homofóbico e depreciativo nisso”.  

Sobre buscar conforto na música: 
“Eu pensava nos meus heróis musicais, e isso era reconfortante. Eles se pareciam comigo e eu queria fazer qualquer coisa para ser como eles… David Bowie, Keith Richards, Mick Jagger, Mick Jones, Paul Weller, me sentia conectado ao espírito, estética e estilo deles. Isso basicamente originou tudo que fiz na moda”.   

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