Balenciaga demite agentes após acusações de maus-tratos a modelos

O agente de casting James Scully denunciou uma situação de abuso durante o casting da Balenciaga no último final de semana.

A semana de moda de Paris mal começou e já está causando controvérsia. Um post feito pelo agente norte-americano James Scully deixou o cenário fashion em estado de alerta máximo ao expor um caso de maus tratos com modelos durante um casting para a Balenciaga, no último fim de semana.

Na postagem feita no Instagram, James comenta como mais de 150 meninas foram instruídas por Maida Gregori Boina e Rami Fernandes, dois diretores responsáveis pela escolha das modelos, a esperar em uma escada por mais de três horas para serem atendidas e que não deveriam ir embora. James ainda explicou que, conversando com as modelos sobre o incidente, soube que os dois profissionais saíram para almoçar, trancaram a porta e apagaram as luzes até voltarem e continuarem o processo.

O comentário repercutiu mundialmente e a imagem na rede social recebeu mensagens de modelos que estavam no dia e confirmaram as alegações de James, como também de grandes nomes da indústria. As modelos Joan Smalls e Helena Christiensen aplaudiram a iniciativa do agente e também pediram uma ação imediata a respeito do assunto.

So true to my promise at #bofvoices that I would be a voice for any models, agents or all who see things wrong with this business I'm disappointed to come to Paris and hear that the usual suspects are up to the same tricks. I was very disturbed to hear from a number of girls this morning that yesterday at the Balenciaga casting Madia & Rami (serial abusers) held a casting in which they made over 150 girls wait in a stairwell told them they would have to stay over 3 hours to be seen and not to leave. In their usual fashion they shut the door went to lunch and turned off the lights, to the stairs leaving every girl with only the lights of their phones to see. Not only was this sadistic and cruel it was dangerous and left more than a few of the girls I spoke with traumatized. Most of the girls have asked to have their options for Balenciaga cancelled as well as Hermes and Ellie Saab who they also cast for because they refuse to be treated like animals. Balenciaga part of Kering it is a public company and these houses need to know what the people they hire are doing on their behalf before a well deserved law suit comes their way. On top of that I have heard from several agents, some of whom are black that they have received mandate from Lanvin that they do not want to be presented with women of color. And another big house is trying to sneak 15 year olds into paris! It's inconceivable to me that people have no regard for human decency or the lives and feelings of these girls, especially when too too many of these models are under the age of 18 and clearly not equipped to be here but god forbid well sacrifice anything or anyone for an exclusive right? If this behavior continues it's gonna be a long cold week in paris. Please keep sharing your stories with me and I will continue to to share them for you. It seems to be the only way we can force change and give the power back to you models and agents where it rightfully belongs. And I encourage any and all to share this post #watchthisspace

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Leia mais: Modelos se unem por mais diversidade nas semanas de moda

Em um comunicado liberado ao The Cut, a Balenciaga explicou que ficou sabendo do episódio e já tomou as devidas providências. “A casa agiu imediatamente fazendo mudanças radicais no processo de casting, inclusive descontinuando o relacionamento com a agência de casting atual. Além disso, a Balenciaga enviou um pedido de desculpas escrito às agências das modelos que foram afetadas por essa situação específica, pedindo que fosse compartilhado com elas. A Balenciaga condena esse incidente e vai continuar a ser altamente comprometida para garantir as mais respeitáveis condições de trabalhos para as profissionais”.

James também alegou em seu post que a Lanvin teria instruído os seus diretores a não contratarem modelos negras para o evento, uma alegação que a marca refutou imediatamente. “Essa informação e totalmente falsa e sem embasamento”, disse uma representante da maison ao WWD. Vale notar que apenas duas, das 42 modelos que desfilaram para a marca nesta quarta-feira (1.3) eram negras.

Antoine Arnault, filho de um dos homens mais poderosos da moda, Bernard Arnault, e chefe-executivo de marcas como Berluti e Loro Piana, também comentou no post dizendo que James era livre para contatá-lo diretamente caso soubesse de casos como esse em alguma de suas marcas. Bernard é presidente da LVMH, a rival da Kering (dona da Balenciaga).

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