Brechó Replay promete um manifesto político na Casa de Criadores

A marca se juntou ao estilista Diego Gama para a sua estreia que também funciona como abertura do evento.

Casa de Criadores se tornou algo maior do que um espaço para catapultar novos estilistas. A semana de moda alternativa de São Paulo (que acontece do dia 8 deste mês até o dia 12) vem adquirindo um caráter cada vez mais politizado devido a novos nomes em seu line-up. Atualmente, temas como gênero, raça e sustentabilidade são recorrentes entre marcas jovens como a Cemfreio, de Victor Apolinário, e a Ocksa, de Igor Bastos e Deisi Witz.

É nesse mesmo mood que se dá a chegada do Brechó Replay, de Eduardo Costa. O stylist e expert no garimpo vai abrir o evento ao lado de Diego Gama – estilista especialista em desenvolvimento têxtil que reforça a apresentação da grife nesta temporada. “Fomos criando uma relação e, de repente, já estávamos pensando em um projeto juntos”, conta Eduardo, que encontrou Diego pela primeira vez durante um trabalho.

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A ideia é falar sobre dois temas – “encontro” e “pertencimento” – por meio da narrativa fantástica de um negro que pisa na lua. “De uma forma geral, a Lua é considerada um ápice, não? No entanto, nenhum negro ainda pisou na Lua. Já fomos para o espaço, mas não pisamos na Lua de fato. A gente vive um período em que a nossa geração já se reconheceu negra. Somos da geração tombamento e ganhamos muita visibilidade com essa cultura enérgica e poderosa que criamos. Agora, acho que chegou a hora de ocuparmos novos espaços. Quero ver o negro advogado, o negro médico, etc. A nossa apresentação, com certeza, é um manifesto político”, adianta.

Brechó Replay

(Guilherme Nabhan/Divulgação)

Para contar essa história, Diego disse que desenvolveu 80% da coleção partindo de peças vintage. “A ideia é que a gente se complete, e não que uma coisa ofusque a outra”, explica o designer reconhecido por seu streetwear conceitual. Além disso, um casting de peso ajuda a compor o clima: Tássia Reis, MC Soffia, MC Linn da Quebrada, Rincón Sapiência e Anna Pujol não só vestirão as roupas da marca como também terão uma função especial na trilha sonora que acontecerá ao vivo.

“Antes de desconstruir o que é um desfile, precisamos ocupar esse espaço. Precisamos estar lá mostrando que uma cultura underground também pode fazer parte do mundo da moda”, retoma Eduardo que, no futuro, pretende continuar trabalhando ao lado de diferentes estilistas da sua escolha na hora de se apresentar na CdC. Break a leg!

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