Campanha #YesIAmWhoIAm quer empoderar mulheres através da moda

Criada pela Yes I Am, o projeto vai contar com shows, movimentação nas redes sociais e patches personalizados.

Vocês já conhecem o trabalho da marca brasileira de jeans Yes I Am, que apesar de nova no mercado, já conquistou uma legião de fãs encantadas por suas peças de caimento impecável. Agora, a marca lança um novo projeto, chamado #YesIamWhoIAm, que além de reafirmar o próprio nome tem a intenção de espalhar a ideia de que todos devem ser respeitados pelo que são. “Acreditamos que a moda é uma ferramenta de mudança social e para nós a liberdade é coisa séria. Criamos esse projeto para nos afirmarmos e empoderarmos mais pessoas”, explicam Fernanda Veríssimo e Raquel Ferraz. A campanha, que já tem participação de nomes como Glamour Garcia, está sendo lançada nesta quinta-feira (1.12) com um show gratuito da Mahmudi, às 20h – os ingressos são limitados e podem ser retirados no site. Ainda haverá a possibilidade de customização de patches com a frase “Yes I AM…”.

Vocês acreditam que as roupas, no caso de vocês, o jeans, pode ser empoderador para as meninas? Isso é algo com o que vocês se preocupam?

Com certeza é. Todo mundo se veste para se sentir bem e a A YES I AM se preocupa em fazer calças que acompanham a silhueta de cada pessoa. Nossas peças não vão esconder o seu corpo e sim valorizar cada curva dele.

Como enxergam este momento em que muitas marcas passaram a adotar o discurso de diversidade e empoderamento?

Há cinco anos, a YES I AM nasceu com o conceito do não gênero e a criação dessa marca foi, na verdade, a exemplificação da ideia que nós carregamos. Encontramos na marca uma maneira de dar vida ao que acreditamos. Hoje ver grandes marcas se adaptando para acompanhar esse movimento natural que está acontecendo é vitorioso, é o próprio passo do que nos empenhamos para mostrar às pessoas . Ver essas marcas com publicidade de liberdade de gênero na TV, é uma conquista que também é nossa. São as grandes que têm o maior alcance para mostrar que a diversidade existe e que ela está dentro da sua casa. Porém, é importante que isso seja feito de maneira verdadeira e consistente e não por tendência.

Como vocês trabalham a questão da diversidade tecnicamente? Por exemplo, quais são as dificuldades para aumentar a grade dos jeans?

Para que isso seja colocado em roupas, é preciso um estudo profundo de moldes e cortes para que cada peça seja criada de maneira correta. Ao longo das décadas, as formas das roupas acompanham o que culturalmente está acontecendo. Como nos anos 1920, a cintura era logo abaixo dos seios, nos 1950 a cintura ficou extremamente marcada, lembrando as mulheres de que elas eram mulheres. O que acontece hoje é mais um capítulo da história da indumentária, dessa vez onde as roupas não precisam contar se você é homem, mulher, rico ou pobre. Tecnicamente isso é muito custoso, mais ainda para uma marca do tamanho da nossa. Quanto mais cortes ou tamanhos dentro de uma produção, mais lento é esse desenvolvimento, gerando encargos mais altos. Hoje fazemos sacrifícios internos para produzir uma grade do 34 ao 46 e sabemos que isso ainda não é o ideal, mas estamos caminhando para chegar lá.

Vocês contam com uma legião de fãs superfashionistas, como aconteceu o contato com essas meninas (Alice Braga, Sarah Oliveira, Vanessa Rozan, etc.)?

Tudo que acontece na vida da Yes é sempre de maneira orgânica, talvez por isso nossos passos sejam dados tão verdadeiramente. Pessoas como Alice, Isabel Wilker, Carol Abras já estavam por perto de nossas vidas pessoais. Já a Vanessa veio até a nossa loja e nos conhecemos assim. Mas nosso produto e a maneira como conduzimos a marca fazem com que essas pessoas queiram trocar conosco além da relação pessoal, faz com que pessoas que pensam como nós se envolvam e ajudem a espalhar nossa mensagem.

De onde veio a ideia de convidar a Mahmudi para o evento?

Já curtíamos o som da Mahmundi, quando a conhecemos num evento e descobrimos a mulher foda que ela é, empoderada, batalhadora. De técnica de som no Circo Voador acabou produzindo seu disco inteiro sozinha, nos identificamos na hora e achamos que ela tinha tudo a ver com a força que o projeto traz.  Mahmundi é só a primeira de uma série de shows que a YES I AM vai trazer pra vocês.

Vi também que vocês falam em consumo consciente, como isso funciona no dia a dia da marca? Vocês trabalham com fontes renováveis, orgânicas, etc.?

Nós tentamos sempre aproximar nossas clientes da forma como nossas peças são feitas. Acreditamos que quanto mais você souber de onde vem, quem faz e como é feito, você se conecta mais com o produto, criando afeto, respeito e valorizando mais. No nosso site é possível ver cada etapa que seu jeans passa. Nós nos orgulhamos muito de saber o nome, o rosto, a história de cada um que trabalha para uma calça YES I AM poder existir. Fora isso, a gente se preocupa em fazer um produto durável com matérias primas de alto padrão, para que dure anos e anos no seu guarda-roupa.

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