Como a Chanel está se preparando para o futuro

Juntando o passado icônico e uma vontade de olhar para o futuro, a Chanel alinha a sua identidade ao universo high-tech.

Famoso por montar cenários monumentais que ajudem a contar toda a história da estação – quem não se lembra do cassino, do supermercado e até da viagem a Havana, em Cuba? –, Karl Lagerfeld fez do Grand Palais, em Paris, um computador gigante na última temporada internacional. Dessa vez, o designer transformou o espaço em um Chanel Data Center para abrigar e mostrar a sua coleção futurista de verão 2017, intitulada Intimate Technology.

Leia mais: O futuro da moda irá unir tecnologia e sustentabilidade

Chanel : Runway - Paris Fashion Week Womenswear Spring/Summer 2017

(Getty Images/Como a Chanel está se preparando para o futuro)

Quer você goste ou não, a tecnologia está em tudo. Ela mudou o mundo e facilitou muitas coisas”, explica o estilista sobre a vontade de falar do tema. Esse desenho que ele propõe do amanhã sugere delicadeza. A locação com cara de placa-mãe foi decorada com centenas de cabos multicoloridos. As duas robôs à la stormtrooper (tropa de elite do império galático de Star Wars), que na verdade eram as brasileiras Amanda Sanchez e Cris Hermann, apareceram, logo de cara, com conjuntinhos clássicos de tweed. E a modelo Arizona Muse entrou em seguida com baby-doll rendado e jaqueta.

“Eu quis mostrar uma mulher moderna, independente da época, do século ou da circunstância em que ela vive. Não se trata, porém, de uma tecnologia fria, mas de uma tecnologia íntima”, completa. Com trilha sonora de Donna Summer e I Feel Love no soundtrack, ele explorou a sensualidade e a fluidez dos slipdresses e dos longos estampados com referências às ligações eletrônicas. E trouxe códigos literais da inspiração, principalmente nos acessórios que prometem virar best-sellers: óculos com print de códigos digitais, como os do filme Matrix, bolsas de mão no formato de pequenos robôs carismáticos e também opções da Boy decorada com luzes de LED, que se movimentam para formar a dupla de Cs.

Chanel : Runway - Paris Fashion Week Womenswear Spring/Summer 2017

(Getty Images)

No mood, o encontro entre o high-tech e o romance fecha igual parceria com o esportivo, como nos colares com medalhões que lembram correntes usadas por rappers, as saias com fendas na frente, que parecem bermudões de rua, e os bonés com camélias para um passeio chic e street. “O canotier e o fedora são modelos clássicos, mas hoje se usa boné e eu tive que fazer uma versão Chanel dele”, conta Karl. “Ele é usado como algo muito requintado e entra nessa armadura para o mundo exterior, que é essa coleção, mas de uma forma muito refinada.”

Esses não são os únicos passos em direção aos próximos tempos que a marca deu. Na alta-costura de inverno, em 2015, apresentou uma trama feita com impressora 3D e, na temporada de verão anterior, já tinha colocado luzinhas nas sandálias flatform. “Com tudo isso, quero dizer que a Chanel é atemporal e imortal”, completa.

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