Conheça 9 marcas que apoiam mulheres de diferentes formas

Labels têm como foco empoderar mulheres por meio do design ou do modo de produção.

1. Dior

(Dior/Divulgação)

Maria Grazia Chiuri é a primeira mulher a assumir a direção criativa da Dior e não deixou o fato passar batido. A designer italiana tem apresentado coleções poderosas, jovens e com a cara da mulher moderna – que luta pelo que quer e é dona do próprio nariz. Já na estreia, para o verão 2017, causou furor com a T-shirt “We should all be feminists” (título de um ensaio da escritora Chimamanda Ngozi Adichie), colocando a indústria da moda e seu conhecido machismo em xeque. Já na temporada mais recente, de inverno 2018, Grazia foi de produções à la Black Panthers femininistas, cheias de atitude.

2. D. Mamacita

Com a ideia de exaltar a essência feminina sem perder o conteúdo político, Daniella Tenório criou a D. Mamacita. “Idealizamos o nosso amor-próprio independentemente de padrões. A mulher negra é a mãe terra, e tudo se faz baseado nela”, diz em seu manifesto. A marca pretende valorizar a beleza negra por meio de modelagens especiais e inspirações que vêm das tradições afrodescendentes. Cada peça é feita artesanalmente e tratada como única para dar ainda mais força às mulheres envolvidas no processo de manufatura.

3. Indego África

A etiqueta tem como foco o empoderamento de artesãs em comunidades de Ruanda e Gana. Todos os produtos são feitos na África, utilizando técnicas tradicionais e materiais locais. Os lucros com as vendas e doações são destinados a programas de educação para as mulheres que produzem os itens. Os cursos oferecidos incluem gestão empresarial e fnanceira, empreendedorismo e liderança e, para as mais jovens, treinamento vocacional baseado em habilidades, entre outros.

4. Nannacay

Marcia Kemp sempre teve duas paixões: ajudar os outros e viajar para destinos exóticos. Em uma visita à tribo de Massai, na África, surgiu a ideia de criar a Nannacay, uma marca de moda que também é um projeto social. O nome, relacionado às etnias quéchua e aimará, signifca “irmandade de mulheres” e é esse o foco de Marcia. Com a ideia de desenvolver potenciais criativos em povos que necessitam de ajuda, ela coordena a produção de bolsas e acessórios com um grupo de artesãs peruanas, exaltando ainda mais os principais símbolos dessa tradição handmade local.

5. Ada

Criada pelas sócias Camila Puccini e Melina Knolow, a Ada é a concretização de tudo em que a dupla acredita, como o slow fashion, o empoderamento feminino e a moda vegana. O nome foi inspirado em Ada Augusta Byron King, a mulher que criou o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina. Já a primeira coleção homenageou grandes mulheres da história com peças batizadas levando em conta personalidades como Audre Lorde, poeta e militante feminista, e Almerinda Farias Gama, uma das pioneiras do feminismo brasileiro. As criações são simples para permitir que as garotas deixem as tendências de lado e consigam compor looks que estejam perfeitamente dentro da personalidade e do estilo de cada uma.

6. Sudara

(Sudara/Divulgação)

Loungewear chic e por uma boa causa. Essa é a pegada da Sudara, uma linha de pijamas, camisetas e roupões feitos por mulheres indianas que foram resgatadas ou fugiram do tráfico sexual. Do primeiro molde aos últimos reparos, tudo é concebido a mão por elas em centros de costura mantidos pela marca a fim de gerar oportunidades de emprego em diferentes regiões do país. Além disso, cada estampa é nomeada em homenagem às mulheres, como Lelitha, que escapou para um dos centros da Sudara aos 8 anos, época em que começou ser aliciada para a escravidão sexual.

7. Shwe

(Shwe/Divulgação)

 

Formada em marketing de moda em Milão, Julia Pinheiro trabalhava como relações-públicas na Roberto Cavalli quando conheceu Guyum, um guitarrista sul-africano que mudou sua vida. Ela pediu demissão e se mudou para Durban, mas, ao chegar à África do Sul, só encontrou oportunidades na área do fast fashion e percebeu no mercado uma enorme desigualdade. Julia decidiu entrar no universo de projetos sociais para fundar a Shwe, The Wearable Library. A empresa desenvolve o shweshwe, um tecido colorido típico, feito por mulheres em situação de risco. Nesse formato, ela convenceu a Universidade de Durban a criar um curso para suas funcionárias, em que aprendem não só a costurar mas também a gerir um negócio. Os itens são vendidos no site, que também conta as histórias das mulheres envolvidas no projeto.

8. Belô

A ilustração e o bordado sempre fzeram parte do universo de Cami Belotti, da Belô. Ela costumava rabiscar figuras femininas e criar mundos imaginários para essas personagens (que ganhavam roupinhas, nomes e profissões). Quando não estava desenhando, observava sua avó bordar e costurar. Na faculdade de design gráfco, Camila começou a desenvolver sua própria identidade na ilustração, sempre retratando o corpo feminino. Começou então a brincar com as linhas de uma caixinha herdada da avó e, com o término da faculdade, se aprofundou também no aprendizado do bordado. Durante uma temporada fora do Brasil, as agulhas acabaram substituindo de vez os lápis. Hoje ela cria bordados por encomenda em seu perfl no Instagram, outro tesouro para seguir.

9. Rallier

Inspirada pela história de sua avó, que bancou os estudos das filhas desenhando vestidos nos anos 1950, Olivia Rose Fay abriu a Rallier, marca engajada na educação de meninas em comunidades carentes. Em suas pesquisas, a CEO (que já passou pela Prada e pela Cartier) descobriu que 43% das crianças quenianas estão fora das escolas por não ter uniformes adequados. Com isso em mente, ela produz, paralelamente às peças da marca, roupas escolares que são enviadas às jovens de lá. Já os vestidos de sua linha têm modelagens geralmente utilizadas em uniformes, com um toque moderno. As roupas são feitas em parceria com uma fábrica japonesa. Mas Olivia também usa matérias-primas da Itália e, para cada vestido vendido, ela consegue fabricar de um a três uniformes.

 

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