Conheça a trajetória de Olivia Kim, buyer da Nordstrom

Vice-presidente de projetos criativos da marca, Olivia está transformando a loja de departamentos de luxo em uma vitrine para novos designers independentes.

Olivia Kim é do tipo que se interessa por moda desde criança. Diferentemente da maioria dos designers, que costumava rabiscar croquis ou costurar roupas para suas bonecas, a atual vice-presidente de projetos criativos da loja de departamentos Nordstrom gostava era de brincar de lojinha com a irmã. “A gente fingia que a nossa casa era uma butique e tudo era produto, da comida na geladeira aos móveis”, recorda.

“Eu redecorava o ambiente para ficar mais parecido com uma loja e depois nós mesmas nos revezávamos como clientes e vendedoras, negociando até empréstimos e devoluções, quando nossa mãe precisava pegar algo.” O amor pelo varejo veio daquela época, mas, no momento de decidir o curso da faculdade, optou por biologia na NYU, pois achava que seria médica. “Não deu certo. As pessoas da área são muito competitivas. Ninguém estava disposto a compartilhar ideias e estudar junto.”

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(Instagram/Reprodução)

Olivia voltou à ideia inicial e conseguiu uma vaga numa assessoria de imprensa de moda em Nova York, onde trabalhou por um ano até conhecer Carol Lim e Humberto Leon, fundadores da Opening Ceremony e atuais diretores criativos da Kenzo. “Fui a primeira funcionária da empresa. Não tinha nenhuma experiência de mercado, mas nós três experimentávamos tudo conforme as coisas iam acontecendo.” De pintar as paredes a tirar o lixo todo dia, Kim fez de tudo, enquanto a butique ia evoluindo para se tornar um dos pontos mais cool de Nova York e referência-mor no mercado de moda global.

Após dez anos de OC, Olivia conheceu Pete Norstrom por meio de um amigo em comum e o flerte com a gigante de departamentos começou. Foi criado um cargo até então inexistente na empresa para recebê-la, o de diretora de projetos criativos, e, no fim de 2015, ela assumiu a vice-presidência do setor. Desde então, criou uma série de projetos que não só injetaram frescor à loja como também se tornaram uma plataforma para os novos talentos de moda do mundo todo. “Temos sorte de ter uma abertura bem grande para testar novas ideias e encontrar produtos que jamais estariam nas prateleiras de lá”, explica.

(instagram/Reprodução)

“Queremos trazer as melhores tendências e marcas que temos visto no mundo e mostrá-las de uma forma divertida ao consumidor. A ideia é excitar, instigar e inspirar”, resume. Entre os projetos estão shop-in-shops em endereços selecionados, parcerias especiais com labels como Nike e Hermès e, agora, uma plataforma focada em jovens estilistas, lançada no mês passado. Batizado de The Lab, o projeto é uma continuação de uma ideia anterior, a The Space, também pensada para ser uma vitrine de talentos ainda desconhecidos. “Focamos em grifes emergentes, mas praticamente todas cresceram tão rápido que já não podiam mais ser consideradas novas”, conta ela, que manteve a Te Space em seu modelo original, mas deu início à outra empreitada.

Look de Eric Schlosberg, do projeto The Lab (The Lab/Divulgação)

A The Lab engloba apenas estilistas recém-lançados e que tenham apresentado, no máximo, duas coleções. “Buscamos iniciantes que estejam em processos independentes. Gente que chama os próprios amigos para casting ou usa locações de guerrilha, como uma quadra de basquete no Lower East Side, para realizar seus desfiles”, explica. Dilara Findikoglu, Eric Shlosberg, Eckhaus Latta, Natalia Alaverdian (da A.W.A.K.E) e Vejas foram os eleitos para o début e Olivia pretende renovar os nomes a cada temporada. “Também queremos dar uma base comercial ao negócio e de fato ajudá-los a ter uma experiência de varejo consistente para evoluir dentro de suas marcas”, arremata.

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  1. Ágata Regina

    Acho uma grande hipocrisia,uma revista que fala de sustentabilidade,não ter a menor sensibilidade de colocar uma estilista,que usa um enorme casaco de pele,arrancar a pele de pobres animais com eles ainda estando vivos,é sustentabilidade????,pq é assim que são feitos casacos e estolas de pele,uma revista que fala de sustentabilidade deveria promover o uso de “pele fake” e não incentivar a crueldade animal.

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