Conheça o baralho de tarô que inspirou o resort da Dior

Maria Grazia Chiuri emprestou as figuras criadas por Karen Vogel e Vicki Noble, as criadoras do tarô Motherpeace.

O próprio Christian Dior era fascinado pelo mundo do misticismo. Além de ser viciado em astrologia, o couturier francês sempre tirava algumas cartas de tarô antes de apresentar as suas coleções magníficas de alta-costura. Não à toa, o mundo esotérico é uma das maiores fontes de inspiração de Maria Grazia Chiuri, a atual diretora criativa da marca.

A estreia da estilista italiana na maison já tinha sido pautada pelas tradicionais cartas do tarô de Marselha. Os arcanos maiores e menores do baralho se desenhavam em bordados e estampas em vestidos lindos e acessórios de impacto por lá. No resort 2018, apresentado nas montanhas de Santa Mônica, na Califórnia, não foi diferente.

No entanto, ao invés do tarô de Marselha, Maria Grazia investiu em uma releitura dessas cartas feitas em 1981 pelas norte-americanas Karen Vogel e Vicki Noble. A dupla revisitou cada um dos arquétipos dando a eles uma bordagem feminista. Assim, as figuras majoritariamente masculinas do tarô se transformaram em mulheres: tudo no intuito de “colocar o feminino de volta na história“, como disse Noble, em entrevista a uma publicação norte-americana.

As cartas do baralho Motherpeace – como é chamada a releitura feita pela dupla – são redondas e seus desenhos (feitos sempre com a mão esquerda que representa o nosso lado inconsciente) tem um jeito primitivista que remonta a arte rupestre. Além disso, vale lembrar que muitas das cartas, nesta reinterpretação, são protagonizadas por divindades femininas e negras.

#DiorCruise 2018 vibes, on set at #MariaGraziaChiuri's show with photographer @ChloeLeDrezen.

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No desfile da Dior, as cartas da Morte, o cinco de espadas, a Torre, a Sacerdotisa de paus e a Imperatriz são algumas das que aparecem estampadas ou bordadas nas peças western assinadas por Chiuri. O resultado, como era de se esperar, é extraordinário. “As mulheres perderam essa ideia de que podemos confiar em nossos instintos. A educação e a obrigação de ter uma família passam a impressão de que nós temos que fazer sempre o que é certo e não o que sentimos. Eu quero sentir”, disse a estilista.

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