Conheça o incrível duo por trás das estampas da Valentino

Artistas do grupo Memphis, Nathalie du Pasquier e George Sowden fizeram desenhos ousados para a última coleção da marca. 

Como criar um mix entre a era vitoriana e formas geométricas desconexas, fruto de um ousado movimento artístico, é uma pergunta que Pierpaolo Piccioli adorou responder em sua última coleção de outono/inverno para a Valentino. Com ela, o diretor criativo da marca mostrou que existe espaço para estampas desafiadoras entre linhas austeras e muita gola alta.

Os responsáveis pelos desenhos que adornam a coleção são Nathalie du Pasquier e George Sowden, duas personalidades do movimento Memphis, que aconteceu na Itália entre 1981 e 1987, fundado por Ettore Sottsass. Já imaginou um inusitado casamento entre a Bauhaus e uma marca de brinquedos, a Fisher-Price? Pois é assim que o grupo ficou conhecido.  

Leia mais: A Valentino apresentou a menor bolsa de todos os tempos

Estampas de Nathalie du Pasquier em roupas da Valentino (Valentino/Divulgação)

O movimento era um respiro e uma rebelião contra a seriedade do modernismo. Hoje em dia, com o renascimento do design que preza o questionamento do que já está estabelecido, a escolha da dupla trouxe um ingrediente apimentado para as peças ultrarromânticas que foram desfiladas.

Ao invés de serem apenas um resgate vintage, as padronagens caóticas fazem parte dos design recentes da dupla, que apesar de dividir um estúdio, toca individualmente suas criações. A equipe da maison selecionou a mais recente coleção de Sowden, Designing Without a Cause (Criando Design Sem Uma Causa), e os trabalhos que du Pasquier criou em pôster há dois anos para o coletivo Counting.

Leia mais: Como a nova dupla da Valentino reinventou o vermelho, marca registrada da etiqueta

Estampas de du Pasquier em peça da Valentno (Valentino/Divulgação)

O Memphis foi um momento definitivo para o design do fim do século 20 — ele influenciou a estética e a identidade do design global desde a nossa primeira exposição em Milão, em 1981”, contou Sowden à AnOther. “Assim, ele nunca irá embora, mas sempre será discutido e criticado, incrementado, copiado e constantemente interpretado por gerações que estão por vir”, fala ele sobre o recente holofote direcionado ao movimento.

Sobre levar um pouco de caos à elegância e beleza que são marca registrada de Piccioli, Sowdena afirma: “caos talvez não seja a palavra certa. Eu diria entusiasmo“.

 

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s