Essas marcas estão usando a tecnologia para criar saltos confortáveis

Se existe uma heroína capaz de salvar o mundo da moda do grande vilão que é o desconforto, ela certamente é a tecnologia. Não é novidade que os saltos altos estão perdendo espaço nos guarda-roupas para os tênis ou flats. Por isso, algumas marcas, visando solucionar essa questão, passaram a concentrar os seus esforços nos processos tecnológicos e o horizonte parece promissor.

Dolly Singh é amante dos stilettos e nutre o mesmo amor por tecnologia, tendo trabalhado, inclusive, no desenvolvimento de óculos de realidade aumentada. A decisão de emprestar seu conhecimento para os sapatos veio por dois motivos: a rotina de desconforto que seus sapatos causavam quando ela trabalhava em uma imensa empresa de transporte espacial e que essa indústria é muito ultrapassada. “É uma indústria que gera 40 bilhões de dólares e há 100 anos não passa por nenhuma inovação. Isso é uma loucura”. Desses questionamentos nasceu a Thesis Couture.

A empresa ainda está em fase de testes, uma espécie de protótipo, que busca criar saltos confortáveis e bonitos. Há preocupação nas formas e amortecedores internos que suavizam a pisada. Vale dizer que todas as suas peças levam o nome de mulheres que fizeram a diferença no mundo como Helen Keller, a primeira mulher cega a conseguir um diploma universitário no século XX, e Frida Kahlo, uma das maiores artistas femininas de todos os tempos.

Divulgação

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Marion Parke

Outra marca que mergulhou nessa onda foi a Marion Parke. A label, que produz peças bastante delicadas, leva o nome de sua criadora, que é também especialista em pés. Em suas peças, Marion procura utilizar espumas feitas geralmente para sapatos de tratamentos. Ou seja, a similaridade com a Thesis é a de aliar forças com a tecnologia já empregada na medicina.

Para falar de seus métodos, a médica utiliza explicações técnicas. “A maioria das marcas usa uma espécie de borracha que salta para trás. A espuma que eu uso foi desenvolvida para se moldar aos problemas humanos. Ela tem a mesma dureza do tecido da parte de baixo do pé”, explica Marion. Ela ainda diz que algo primordial na hora de confeccionar seus sapatos é respeitar a curvatura natural do calcanhar da mulher e esculpindo suas peças a partir dessas peculiaridades.

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