Esta marca faz moda sustentável com preços de fast-fashion

Lisa Bühler, fundadora do e-commerce Lisa Says Gah, encontrou na produção local uma chave para unir procedência ética e valores acessíveis.

Antes de fundar o seu próprio e-commerce de moda, a norte-americana Lisa Bühler trabalhou como buyer na Nasty Gal, loja/brechó online criado por Sophia Amoruso que se tornou um hit absoluto nos anos 2000 e inspirou a série Girlboss da Netflix. Depois dessa experiência, a jovem decidiu alçar voo solo para fazer quase a mesma coisa, só que do seu jeito: focando em marcas dirigidas por mulheres que trabalham com tecidos sustentáveis e se preocupam em produzir com ética.

Assim surgiu a Lisa Says Gah, em 2015, vendendo etiquetas independentes pouco conhecidas, escolhidas a dedo pela empresária que dá nome à loja. Por lá, itens descolados como os jeans de Rachel Comey ou os sapatos da LOQ podem ser encontrados facilmente. A novidade, no entanto, é outra: o e-commerce finalmente está criando uma linha autoral de roupas! Depois de passar um ano inteiro estudando e avaliando produtores locais com quem colaborar, a agora estilista finalmente colocou suas primeiras peças à venda.

🌿✨🍒 Capri Set almost gone

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E não pense que estamos falando de valores abusivos. Na verdade, durante esse período em que ficou pesquisando, ela conseguiu criar uma cadeia que resulta em produtos de custo não tão elevados. Há camisetas por cerca de US$ 30 e a ideia é que nada passe de US$ 250. “Parte do meu objetivo com esse projeto é realmente mostrar que dá, sim, para fazer ‘fast fashion’ de um jeito sustentável. O segredo é investir e se apoiar em fontes locais de matéria-prima e mão de obra. Com isso, você aquece a economia da cidade ao mesmo tempo em que reduz lixo e gastos com transportes. Como se não bastasse, isso ainda me dá o privilégio de ter uma relação real com todas as pessoas envolvidas no processo”, disse em entrevista ao Refinery29. Se convertermos os preços para reais, eles claramente ficam mais caro, mas é o modelo de produção de Lisa que pode ser uma boa inspiração para projetos brasileiros.

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Outra boa ideia é não fazer grandes coleções. Em sua etiqueta, Lisa pretende lançar suas criações pouco a pouco: tudo no ritmo de sua produção lenta e cuidadosa. Assim, o excedente não existe e os preços continuam lá embaixo. Fórmula de sucesso! Por hora, só três peças assinadas por ela estão disponíveis no e-commerce. Se quiser comprar a sua, melhor correr!

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