“Eu era suicida e não conseguia mais lidar com isso”, Cara Delevingne em nova e corajosa entrevista

Falamos anteriormente de quão corajosa Cara foi ao compartilhar que teve depressão para poder ajudar outras pessoas. Agora, ela deu um passo além e decidiu dividir com o público suas memórias da época em que tinha pensamentos suicidas e de autossabotagem. Em novo ensaio e entrevista à revista Esquire UK, ela relembra seus momentos difíceis.

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Reprodução

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“Acho que comecei a lidar com a depressão quando tinha 16 anos. Quando todas as coisas com a minha família começaram a fazer sentido. Sou muito boa em reprimir emoções e parecer bem. Quando criança, eu sentia que devia ser boa e forte porque minha mãe não era. Então, quando a adolescência veio com todos os hormônios e a pressão de ir bem na escola – para os meus pais, não para mim – eu tive um surto”, recorda Cara.

Segundo ela, a situação se agravou mais. “Eu era suicida. Não conseguia lidar com isso mais. Percebia o quão sortuda e privilegiada eu era, mas tudo o que eu queria era morrer. Me sentia tão culpada de me odiar dessa maneira. Eu não queria mais existir. Queria que cada molécula do meu corpo se desintegrasse. Queria morrer. Eu corria nos bosques e fumava um maço de cigarros e depois eu batia minha cabeça na árvore tão forte para ver se aquilo me acordava”.

Anos depois, Cara parece estar melhor e conta com o apoio de sua namorada St. Vincent nesta nova fase. Ela declarou que atualmente consegue ter sentimentos novamente e que nunca antes esteve tão apaixonada.

Na mesma entrevista, ela explica o que a levou a deixar o mundo da moda de lado para se dedicar ao cinema. “Ser modelo não é algo que eu ame. Sempre foi um trabalho, nunca uma paixão”, ela diz. “A indústria da moda é superficial, não procura profundidade e não tem a ver com ser você mesmo. Você não sente que é importante como pessoa. É sempre sobre a sua aparência e pronto”.

Anthony Harvey / Getty Images

Anthony Harvey / Getty Images

Logo quando estourou, Cara ganhou a atenção dos fotógrafos por sempre fazer caretas. É claro que isso tem muito a ver com sua personalidade, mas ela explica que também era uma espécie de mecanismo de defesa. “Algumas meninas são lindas o tempo todo. Eu não sou assim. Eu sou esquisita, meio boba, nunca me sinto realmente bonita. Então, quando faço todas aquelas poses, me sinto muito estúpida. Depois de uns cinco minutos, preciso fazer uma careta para não me sentir tão idiota, mas eu sempre me sinto”, finaliza.

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