Fernanda Oliveira, a brasileira que conquistou a moda

ELLE conversou com exclusividade com a recifense que conquistou a Saint Laurent -- e que arrasa além de um corte capilar acidental.

É preciso ter pé atrás quando modelos estouram após um corte de cabelo. Não que o sucesso seja injustificado — é claro que os fios moldam o rosto e podem transformar completamente uma imagem —, mas ele também não é um passe de mágica: normalmente existe um trabalho, busca ou aceitação da própria identidade da modelo, que é anterior ao corte. Mesmo que a aparada seja acidental, como no caso de Fernanda Oliveira. “Eu tinha feito box braids e cortei quando rolou um show da Rihanna para poder pular e me mover com mais facilidade. Porém eu cortei mais curto que meu cabelo de verdade (risos), e o único formato pra resolver foi esse”, conta a modelo.

Quem rola seu feed no Instagram pode ver que a Fernanda que fez as box braids já tinha um estilo mais apurado e também experiência como modelo, ainda que com marcas não tão onipresentes quanto as gigantes internacionais que fazem parte seu portfólio atual. Além disso, ela já tinha uma personalidade única há tempos, que foi acalorada quando renovou os fios. “Eu sempre amei meus cachos e nunca quis alisar. Sempre tive cabelo grande e cacheado e quando cortei ele curtinho, eu chorei por um tempo, mas quando me acostumei acabei achando que combinava mais com a minha personalidade”, fala a modelo sobre sua questão capilar. Apesar da aparente sorte, o caminho traçado por ela, hoje com 19 anos, é muito menos acidental e mais fruto de um treinamento intenso e natural: sempre interessada em styling, Fernanda teve a oportunidade de aprender muitos truques durante os shootings e backstages. Junto com sua vivência, desenvolveu um estilo único.

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Fernanda Oliveira durante o desfile de Inverno 2017 da Saint Laurent em Paris. (Fotosite/Agência Fotosite)

Filha de pais separados, ela foi morar na Suíça com a mãe quando pequena e, aos 16 anos, voltou ao Brasil, onde assinou seu primeiro contrato em Recife. “Primeiramente, matei uma saudade de vários anos e fui me acostumando aos poucos”, conta ela. Depois de uma fusão entre agências, assinou contratos internacionais e participou do SPFW em outubro de 2016, onde sua carreira decolou. “Eu acho que ser modelo hoje é a mesma coisa que eu imaginava quando criança, mas nos olhos de uma criança tudo é lindo e colorido, então eu fui muito idealista quando pequena”, conta ela, que inicialmente sonhava em ser engenheira mecânica. Na última edição do evento paulista, fez cerca de 15 desfiles que, apesar de exaustivos, também foram recompensadores. Presença viva nos backstages, ela está sempre dando risada, conversando com todos e aproveitando os momentos para aprender sobre tudo.

Na última temporada de inverno internacional, Fernanda Oliveira tornou-se também a queridinha da Saint Laurent. Exclusiva da marca em Paris, ela fotografou as duas últimas campanhas da marca — a dobradinha aconteceu após a Autoridade de Regulação Profissional da Publicidade (ARPP) banir as primeiras fotos da propaganda. Ela se manteve fora da polêmica e repetiu os cliques com Inez & Vinoodh: “Eles são muito simpáticos, têm uma ótima energia, além de serem incríveis profissionais, lógico”, conta ela sobre a experiência.

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Rebel hair

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O sucesso de Fernanda indica que existe espaço para a genuinidade na moda — mesmo que timidamente e ainda existam muitas barreiras. Sobre isso, ela diz que “depende de cada temporada, do conceito que a marca quer passar para o público, mas sim, com toda certeza existe espaço para todos!

Se depender dela, sua carreira será tão múltipla quanto a própria: “Em relação às marcas, eu misturo tudo quando é questão de me vestir, então não tem nada específico que eu queira fazer. Por que não fazer tudo?”, questiona. Segredos os cachos não têm — Fernanda conta que apenas passa creme e deixa secar naturalmente após lavar.

Se depender do cabelo, no entanto, sua carreira será uma incógnita e repleta de autenticidade: “ainda não tenho nenhum corte novo em mente, mas estou aberta a novas ideias (risos).”

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