Figurinista de As Patricinhas de Beverly Hills conta como o figurino do filme virou tão icônico

Pode não parecer, mas o filme As Patricinhas de Beverly Hills faz 21 anos este ano. O longa, no entanto, ainda é superrelevante nos dias de hoje, principalmente quando falamos de moda – os looks usados por Cher, Dionne e companhia até servem de inspiração e referência no cenário fashion.

Como em todos os filmes, esse figurino não se criou sozinho. Mona May é o nome por trás das produções usadas no longa e apesar de não ficar surpresa com a estética do filme fazer sucesso, ela foi surpreendida pelo tempo em que o filme tem sido lembrado pelo mundo todo.

Em entrevista recente, ela contou que o principal para que Clueless, nome original do filme em inglês, se tornasse um sucesso, foi a parceria que ela desenvolveu com a diretora Amy Heckerling.

“O primeiro passo é ler o script e encontrar com o diretor para saber qual é a sua visão. É um ponto de partida do que está no papel, na página, de quem são essas pessoas. Como o diretor as vê?”, disse.

Reprodução

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A partir disso, Mona conseguiu ter uma ideia de quem eram as personagens do filme: Cher, por exemplo, era a boa menina que ama moda e que busca ser uma boa pessoa  acima de tudo. Já Dionne é mais ousada, mais ligada com a sua sexualidade e aberta.

“O que foi interessante para esse filme é que a realidade nas ruas, que tinha muita influência grunge, era muito diferente do que a Amy queria mostrar no filme. Era 1994 quando começamos a produzi-lo. Nós estávamos pesquisando em escolas – víamos muitas calças baggy, garotas que vestiam roupas feitas para meninos. A visão da Amy era fazer desse filme algo bem ‘girlie'”.

O figurino por si só parece um personagem do filme e isso é resultado também do trabalho de Bill Pope, diretor de fotografia, que colocou os looks em destaque, tanto quanto dos próprios atores. Para Mona, essa foi uma verdadeira sacada de gênio.

A figurinista, que tem o terninho amarelo de Cher como um dos seus preferidos, comenta também um detalhe interessante sobre o filme. “Esse não era um filme com um orçamento muito grande. Era um filme pequeno comparado com os blockbusters de hoje em dia. Então, falar de estilistas era uma combinação do que nós encontrávamos por aí e dos estilistas que nos emprestavam peças. Não era como agora, com integração de produtos. Conseguir um vestido do Azzedine Alaia foi algo grande”, explicou. 

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