FIT abre exposição para celebrar a moda criada por negros

A mostra vai se chamar Black Fashion Designers e estreia no dia 6 de dezembro.

Dentre tantas exposições que recontam a história da moda, é estranho pensar que poucas – ou quase nenhuma – mostraram o impacto dos estilistas de origem africana no mercado. Mas isso está para mudar no próximo dia 6 de dezembro.

O museu do The Fashion Institute of Technology vai inaugurar a Black Fashion Designers, que se dedicará a compreender o impacto cultural e criativo de estilistas africanos ou de descendência africana desde os anos 1950.

A exposição será dividida em temas e categorias, como vestidos de festa, influências culturais, street style, roupas masculinas, entre outras. O objetivo é destacar não só a potência desses criadores, que ainda representam apenas 1% dos designers abordados por grandes veículos de comunicação, mas também revelar os desafios pelos quais eles passam ao tentar entrar em um mercado tão competitivo.

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Estilistas negros começaram a ganhar os holofotes da moda na década de 1940. Não à toa, uma parte da mostra é dedicada a esses nomes pioneiros, como Zelda Wynn e Ann Lowe, que desenvolvia vestidos de gala para mulheres da alta sociedade e celebridades da época – incluindo o vestido de noiva de Jackie Kennedy.

As modelos negras também são relembradas na exposição, com uma homenagem ao Ebony Fashion Fair, um evento que começou em 1958 e abriu espaço para elas na época mais intensa da segregação racial nos Estados Unidos.

A curadora do evento, Arielle Elia, passou dois anos estudando o tema a fundo antes de finalizar a montagem e, mesmo assim, a mostra já está causando furor. “Por um lado, é bom ser incluída nisso porque eu acho que as nossas vozes nem sempre são ouvidas, mas resta a pergunta: será que devemos separar os negros de todos os outros?”, pondera a estilista Tracy Reese, para a Allure. “Muitos de nós sentem que isso não deveria ser feito, mas você precisa começar de algum lugar. Eu quero conversar com todas as raças. Sou uma designer que por acaso é negra.”

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