----- PAGINA 01 -----
 |
| Glorinha em Paris, nos anos 1970. |
Glorinha Paranaguá é hoje uma das designers de acessórios mais comentadas e premiadas do Brasil. O que pouca gente sabe é que ela adiou o desejo de trabalhar com moda por mais de quatro décadas. “Com 17 anos, fui para os Estados Unidos porque queria estudar moda. Mas voltei, fiquei noiva, casei e acabei não fazendo o curso”, lembra. O casamento foi com o diplomata Paulo Henrique de Paranaguá, com quem teve quatro filhos: Paulo Antonio, Pedro, Ricardo e Eduardo. E com quem rodou o mundo, vivendo de embaixada em embaixada. Nascida no Rio de Janeiro, Glorinha já morou em países como França, Espanha, Suécia, Marrocos, Venezuela, Kuwait e Argentina, o primeiro posto do casal no exterior. “Moramos lá na época de Juan e Evita Perón. Eles estiveram em várias recepções em nossa embaixada”, conta. As festas, oficiais ou não, ocupavam grande parte do tempo dela. O duque e a duquesa de Windsor, por exemplo, eram figuras fáceis na roda de amigos do casal. Já a condessa de Romanones era tão próxima de Glorinha que chegou a citá-la em seu romance
The Spy Wore Red.
 |
| A designer com a nora Naná na entrega do Prêmio Moda Brasil. |
Eram nessas recepções que a futura designer vestia seus melhores modelos. Yves Saint-Laurent era seu estilista favorito. “Para mim, não havia outro igual.” Apesar da preferência, Glorinha também não abria mão de um bom look Chanel, Balenciaga ou Dior. Hoje, admira Karl Lagerfeld e Ronaldo Fraga. “Sempre gostei de roupa – tanto para me vestir como para admirar, como obra de arte mesmo.”
----- PAGINA 02 -----