H&M se compromete a melhorar condições de seus trabalhadores

Grupo estreita relações entre empresas fornecedoras e sindicatos trabalhistas através de acordo global.

A H&M acaba de dar os primeiros passos para melhorar as condições dos trabalhadores de suas fábricas fornecedoras. Entre seus grandes objetivos está garantir que os empregados sejam representados por sindicatos, para que possam negociar coletivamente barganhas e leis trabalhistas. “O trabalho está no topo da nossa programação e estamos seguindo nosso viés colaborativo e metódico”, afirmou a marca em um pronunciamento público.

O grupo facilitou o diálogo entre seus agentes terceirizados e o mercado de trabalho. Isso é fundamental para melhorar salários, por exemplo. São 290 fábricas envolvidas em programas de relações industriais — o que torna cerca de 370.000 trabalhadores representados democraticamente por membros internos em países como Bangladesh, Camboja, China, Etiópia e Índia.

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“Em 2018, nosso objetivo é ter trabalhadores representantes eleitos democraticamente em cada fornecedor” afirmou o grupo. “A H&M se tornou oficialmente colaboradora do Global Deal Partnership” — o acordo internacional busca levar justiça e dignidade para trabalhadores das mais diversas indústrias ao redor domundo.

O grupo também está tentando negociar salários e garantir que trabalhadores saibam de seus benefícios e direitos. “As rendas devem levar em conta as habilidades, experiências, performance e responsabilidade em consideração. Esse tipo de sistema está sendo implantado em um número crescente de fábricas — 140 até o fim de 2016 e um adicional de 96 até o fim de 2017″, aponta a marca.

A questão da ética no meio trabalhista é essencial para o mundo da moda. Em 2013, por exemplo, o mundo se chocou com o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que causou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria têxtil. As vítimas da tragédia eram mantidas em condições análogas à escravidão e estavam ligadas a confecções de marcas globais.

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A mudança é um destaque porque o grupo divide fornecedores com outras marcas — mas os trabalhadores ganham os mesmos salários independente de quais peças estejam produzindo. “Nós temos projetos colaborativos com parceiros como a ILO (Organização Internacional do Trabalho) e a IF Metall para treinar gerentes e trabalhadores para cooperação exemplar no ambiente de trabalho e resolução de disputas”, continua.

O segundo membro citado é um sindicato sueco que representa cerca de 325,000 trabalhadores em cerca de 11,600 locais de trabalho — nos quais 22% são mulheres, 15% tem menos de 30 anos e 25% são de origem estrangeira. É preciso ainda acompanhar o movimento da empresa, tendo em vista que as mudanças internas em relação ao programa não são divulgadas publicamente. 

 

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