Iniciativas que mostram como o consumo de moda está mudando

Consumo consciente. Clothing swap. Produção sustentável. Moda Compartilhada.

Consumo consciente. Clothing swap. Produção sustentável. Cadeia colaborativa. Se você também percebeu que essas palavras estão cada vez mais presentes no seu dia a dia é porque realmente existe um grande movimento acontecendo, e ele é diretamente relacionado ao modo como compramos.

Consumidores menos passivos e mais questionadores têm provocado uma mudança maravilhosa na maneira com que as marcas se posicionam”, diz Daniela Ribeiro, uma das idealizadoras da House of Bubbles, um novo endereço em São Paulo que se propõe a ser uma espécie de guarda-roupa compartilhado.

Na moda, são inúmeras as iniciativas e marcas preocupadas com a sustentabilidade (em agosto, produzimos um guia com sete delas), além de projetos superinteressantes que vão fazer você pensar duas vezes antes de entrar em uma fast-fashion.

Farm

Um dos mais recentes é a escola Flor&Ser, uma ideia antiga da Farm que estreou neste mês, na sede da empresa, no Rio. Por lá, eles abordam temas que não aparecem normalmente em outros lugares, como “marketing com propósito”, “capitalismo consciente”, meditação e “comunicação (realmente) social”. O pagamento é feito com “amor e confiança”. “Cada participante escolherá no dia da aula uma ação social que deverá cumprir como forma de retribuir o conhecimento recebido”, conta André Carvalhal, diretor de marketing. Nada que já não esteja no DNA da marca, uma vez que os próprios funcionários contam com salão de beleza, cursos de meditação, oficinas de bateria, entre muitos outros incentivos.

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“O conceito de sustentabilidade hoje extrapolou a questão de recursos ambientais. Tem a ver também com as mudanças da economia que estamos vivendo, as necessidades sociais e culturais”, diz André, ao explicar o real significado do consumo consciente. “O consumo por si só é um ato positivo, ele gera emprego, movimenta a economia e é ético, pois é de livre escolha. A questão está no que você compra e que tipo de empresa e atitude está financiando com a sua compra”, finaliza.

Projeto Gaveta

O mesmo sentimento impulsionou as amigas Giovanna Nader e Raquel Vitti Lino a criarem o Gaveta, um evento de trocas de roupas, em que o dinheiro está proibido. Inspiradas pelas feiras de Barcelona, elas tiveram o estalo quando estavam na casa de uma amiga que dizia não ter nada para usar antes de sair. Então, por que não trocar entre elas?

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Giovanna conta que, desde que começou com o projeto, que terá sua terceira edição no próximo dia 28, percebeu que aquela vontade compulsiva de comprar acabou sumindo. “Quase nunca compro roupas. O segredo é olhar com criatividade para aquilo que você já tem. Eu frequento brechós, lugares em que é possível encontrar peças bastante únicas”, diz ela.

Além das trocas tradicionais, o evento aumentou com tendas de marcas sustentáveis, exposições, workshops de customização e palestras, criando uma verdadeira imersão no mundo da sustentabilidade.

Moda compartilhada

“As pessoas têm que entender que roupa não é e não deve ser tratada como algo descartável”, declara a consultora de estilo Daniela Ribeiro, da Roupateca Entre Nós. “Roupa não tem que ser consumida para não ser usada daqui a uma estação. Importante refletirmos que não é preciso ter muito. É preciso ter melhor”.

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O espaço na House of Bubbles.

Foi assim que nasceu o “guarda-roupa compartilhado”, que antes era em Pinheiros (SP), na House of Bubbles, recheado de roupas e acessórios prontos para serem alugados. A assinatura mensal, que custa R$100, R$200 ou R$300 por mês, dá direito ao aluguel de uma, três ou seis peças por vez. Cada aluguel tem a validade de 10 dias e, no final de cada período, a cliente pode retirar novos itens ou renovar os que já estão com ela. Atualmente, ela fica na Rua Lisboa, 445, no mesmo bairro.

Adquirir cada vez mais roupas é uma busca sem sentido que não tem nem propósito nem realização. Já existe roupa pronta, linda e nova suficiente no mundo pra vestir muita gente sem que a gente precise comprar coisas novas. Então, por que não estimular uso e reuso de através do compartilhamento?”, complementa a consultora.

 

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