Joan Smalls diz que a moda tem medo de fotografar mulheres negras

Ao lado de Hari Nef, a modelo falou sobre a falta de diversidade na moda e como o cenário atual encara essa nova fase.

Dois mil e dezesseis foi um ano importante para a diversidade na moda. Apesar de ainda existir um longo caminho a percorrer, é um fato que muitas coisas mudaram nos últimos tempos – e para melhor. Incentivando ainda mais essa mudança para o ano que vem aí, Joan Smalls e Hari Nef participaram de um painel do evento BoF Voices, do portal Business of Fashion, falando exatamente sobre esse assunto: a diversidade e a inclusão no cenário fashion.

Joan, uma das modelos mais famosas da atualidade cujo trabalho mais recente foi uma participação no Victoria’s Secret Fashion Show, falou abertamente sobre as vezes em que foi deixada de lado em campanhas e castings simplesmente por ser negra.

Joan Smalls diz que a moda tem medo de fotografar mulheres negras

(Samir Hussein/Getty Images)

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“Não há sentido algum. Eu era uma opção [para um trabalho], e eles mudavam de ideia no último minuto. E a desculpa era ‘Nós ficamos com medo de tentar algo novo’. E por ‘novo’, eles queriam dizer ‘Nós nunca fotografamos com uma mulher negra’”, disse.

Além disso, a modelo comentou que quando ela era, de fato, escolhida para um trabalho, o público-alvo costumava ser mulheres negras, sobre as quais a marca acreditava que ela teria alguma influência. Se ela fotografasse em uma região que é predominantemente branca, ela seria cortada da imagem com a justificativa de que ‘não entrou para a cota’.

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Já Hari, que é transexual, abordou um outro lado da representatividade na moda, que beira quase o exagerado e falso – numa tentativa de compensar os anos em que o mercado foi tão limitado a respeito do assunto. “Existe essa subdivisão dos castings que tem um fetiche sem fim pela diversidade. Não é como se você pudesse ser só uma modelo. Você precisa ser uma modelo trans, ou uma modelo negra, ou uma modelo latina. É como se fosse o Dia da Diversidade”, brincou. “O Dia da Diversidade é legal. Ele essencialmente paga as minhas contas, mas nunca é uma grande campanha, nunca é um contrato. Raramente é um contrato”.

Você pode conferir a conversa completa no vídeo abaixo:

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