Lojas de luxo estão começando a oferecer tamanhos maiores

Nordstorm e Bloomingdale’s são exemplos de multimarcas que passaram a dar atenção a um público que começa a ser mais representado na moda.

“Eu acho que é questão de tempo até que tamanhos maiores comecem a ser mais representados nas semanas de moda”, disse a vice-presidente executiva de produtos da Nordstorm, Tricia Smith, ao WWD. “Na nossa opinião, o ‘plus-size’ não deveria ser considerado uma categoria, e estamos trabalhando duro para representar uma gama maior de tamanhos em todos os nossos melhores produtos”.

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O pensamento de Tricia também é compartilhado por modelos como Hunter McGrady, a mulher mais curvilínea a aparecer na Sports Illustrated, que acredita que mais do que ter uma indústria ‘plus-size’, o ideal seria que todas as marcas pudessem oferecer mais variedade de tamanhos das mesmas roupas. “Eu amaria, por exemplo, que um dia uma garota que use 48 pudesse ir fazer compras com uma amiga 38 e elas conseguissem encontrar o mesmo vestido ou camisa. Isso seria espetacular”, apontou em entrevista à ELLE.

De acordo com a empresa de pesquisa de marketing norte-americana NPD Group, o que hoje ainda é chamado como ‘mercado plus-size’ movimentou US$ 21.4 bilhões no ano passado, o que representa um aumento de US$ 4 bilhões em três anos. Nas passarelas, os estilistas mostram que também estão aprendendo sobre representatividade. Na última temporada, marcas como Michael Kors e Christian Siriano apresentaram peças em tamanhos maiores para um público que é maioria em países como os Estados Unidos.

“Eu sempre vesti uma variedade de mulheres de todos os tamanhos e idades. A diversidade de idade, tamanho e visual das modelos na passarela deveria refletir mais a realidade, uma forma de representar mais o mundo no geral”, declarou Michael Kors ao WWD, após colocar Ashley Graham em seu show.

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Candice Huffine no desfile de Prabal Gurung de inverno 2017. (Neilson Barnard/Getty Images)

O trabalho duro do público por um mercado mais inclusivo, e suas grandes manifestações na redes sociais, é provavelmente a principal força por trás dessa abertura do conceito de beleza. E os jovens estão à frente desse movimento, representando 34% do mercado, como mostra a pesquisa da NPD.

Até mesmo por isso, de olho no futuro, grandes multimarcas de luxo como a Nordstorm e a Bloomingdale’s estão aumentando a sua oferta, uma vez que a procura, as vendas e a presença de representatividade no mercado aumentaram exponencialmente.

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Outro marco importante no tema nos últimos tempos foi o lançamento da marca de jeans de Khloé Kardashian, que acabou com a distinção entre tamanhos ‘comuns’ e ‘plus-size’. A Good American oferece tamanhos que vão do 36 ao 52 em uma mesma arara, uma novidade para o ramo. É, no mínimo, um indício de que cada vez mais as mulheres estão sendo vistas pelo o que são e não pelo o que o mercado espera que elas sejam.

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